Blog do Luiz Caetano

“Estórias de Arquibancada e Bar”

  
 
 

Beber, cair e levantar...beber, cair e levantar...

Beber, cair e levantar...beber, cair e levantar...

Paulada no México, cacetada no Rio Grande do Sul. E, enfim, vitória na Vila, Peixe 4 x Coxa 0. Trigésima sexta rodada: 12 vitórias, 12 empates, 12 derrotas, um time bem regular!

Esse Peixe está mesmo mal acostumado. O elenco tem demonstrado que a sua capacidade de resiliência não é das melhores, o desfecho da temporada se divide entre o consolo de não cair para a segundona e a insossa expectativa de classificação para a Copa Sul-americana 2010. Vamos reclamar prá quem? Para o bispo ou para o pastor?

Algo de maior monta deve ser mudado, afinal entra diretor, sai diretor. Técnicos são trocados, planejamentos e “cerejas de bolo” vem e vão. Depois, no final da temporada, o Peixe não sobe ao pódio e nem mesmo tem o direito de sonhar com a busca da terceira estrela no ano seguinte. Salários em dia, pastilhas no muro, hotel confortável, CT em ordem? Ora, ora, tudo isso é o mínimo que se pode cobrar de uma administração que em pouco tempo torrou os milhões provenientes do desmonte da geração 2002/03. E pior, gerou dívidas bancárias que crescem a cada dia. Manter esse rumo, por quê? Para que?

É curioso notar que os críticos mais agudos questionam se as lideranças que apresentam uma proposta de aporte financeiro ao clube são executivos, invés de empresários; se “a” fez uma declaração que ofendeu “b”; se as idéias e os projetos não são apresentados por intermédio do PMBOK ou do BSC. Que a oposição agrega o fulano ou o sicrano e por isso vai perder. Mas, afinal, que dimensão de crítica é essa? Que postura democrática é essa?  Que contribuição isso traz ao processo sucessório do SFC?  

Bem, importa registrar que não se pode rotular alguém de ser MAIS santista ou MENOS santista; MAIS inteligente ou Menos inteligente por aderir uma ou outra chapa. O direito de expressão e opção é inalienável, tanto ao torcedor quanto ao sócio. O fundamental é que o debate seja ampliado, seja aprofundado em questões substantivas ao SFC e não resvale para a fulanização, o baixo nível dos ataques pessoais. Se a comunidade santista participar ativamente do processo e agir de forma construtiva, o Peixe no dia 05 de dezembro será o maior vitorioso.       

PS: Coluna dedicada ao santista Peneira, o pernambucano Manuel Elias. Artista do cordel que faz a rima na hora e embola palavras em profusão. Na rua, no palco ou na festa exalta e defende sempre o SFC.

Por Alvinegro de Itá



Escrito por Luiz Caetano às 23h15
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Olê lê - Olá lá, a Marta vem aí e o bicho vai pegar!

Olê lê - Olá lá, a Marta vem aí e o bicho vai pegar!

 

 

Com toda pompa e circunstância, com direito a tapete vermelho e outros mimos a estrela Marta chegou a mais famosa Vila do reino do futebol.  Se a expectativa é auspiciosa, os humores e as opiniões dos santistas acerca do “empreendimento” se mostram divididas. São múltiplas as leituras que circundam o episódio.

 

A idolatria e a oportunidade histórica

 

O status de a melhor do mundo e o não tão coincidente uso da camisa 10 provoca associações e fantasiosas comparações dos nomes Marta e Pelé. Tudo a ver e nada a ver. Isto é, apesar da atividade guardar pontos comuns, as trajetórias e as dimensões são díspares no tempo e no espaço. Como elo de ligação o nosso Peixe. Diante de um cenário de terra arrasada, sem regularidade no calendário e apoios significativos por parte dos órgãos federativos, o futebol feminino no país é um fiasco. As competições regionais e nacionais são pouco atrativas, para falar sério não é coisa nem de segundo plano, vai para uma quinta ou sexta escala...

 

Nesse vácuo, nos últimos anos, o SFC tem investido nas Sereias da Vila. E, visualizando uma perspectiva de ocupar destaque e fazer história moveu esforços para a organização da primeira Copa Libertadores da América, na modalidade feminina, em meio à Copa do Brasil, programada para o trimestre em curso. O propósito santista tem toda a aparência de ousadia e de aposta na conquista de mais um importante marco para o clube. Melhores avaliações poderão ser conferidas mais adiante. Ou a apropriação de uma boa parcela do promissor filão, ou, um mero vôo de galinha a partir de um ninho em que os ovos não procriarão...

 

A fronteira e as críticas

 

Quem, no atual cenário, pretender levantar dados e parâmetros para traçar paralelos entre o futebol masculino e feminino praticado no Brasil contará com elementos tão frágeis e inconsistentes que não chegará a lugar algum. Em se tratando do SFC, se atentarmos para os insucessos da equipe masculina nas últimas edições em que participou da Copa Santander Libertadores e das últimas campanhas no campeonato brasileiro, a conclusão mais óbvia é a tentativa de desvio de foco por parte da Diretoria. Tenta-se, mas, não se consegue, uma vez que o alento pelas conquistas do futebol feminino é mínimo e não desperta maior efeito na galera santista. A estrela sonhada é a amarela e ponto. Mas, isso não implica afirmar que devemos deixar de olhar e dar atenção para as Sereias da Vila. Afinal, quem ama a natureza, sentiu uma vez (e carrega na memória) aquele odor típico de capim no campo, jamais deixará de prestigiar a mulherada. Que elas conquistem os seus espaços. - Olê lê - Olá lá, a Marta vem aí e o bicho vai pegar!

 

Ao lado das compreensíveis críticas à iniciativa da atual direção do SFC, observa-se uma à atleta Marta, a de que ela seja corintiana. Fico perplexo. Quanta grandeza, quanta profundidade na análise: Ela torce para os gambás!  Putz, a que amplitude se pretende chegar? Qual seria o nexo a ser estabelecido? Bem, como o meu rastreador  da memória ainda funciona, me lembro de um certo atleta apelidado de Gasolina que chegou na mesma Vila, na década de 50.  Ele, à época, se dizia torcedor do Vasco da Gama... 

 

O business financeiro e o business político

 

Dentre as marcas, logos e nomes colocados em destaque no evento montado especialmente para a apresentação da Marta foi possível elencar aquelas que, penso eu, contribuíram para concretização do empreendimento alvinegro, no qual também merece registro a contratação da Cristiane, outra estrela da  seleção brasileira.

 

Copagaz, Lupo, BMG, STI e Universidade Santa Cecília devem constar nos contratos de aporte das finanças, sendo que as logo-marcas das quatro primeiras organizações se juntaram ao escudo no manto. De olho na jovem e crescente fatia feminina ligada no futebol, os profissionais do merchandasing vão pagar para ver.  Estima-se que na relação custo x benefício, o ganha-ganha aconteça para todos.

 

Marcelo Pirilo Teixeira, Noberto Moreira da Silva e José da Costa Teixeira, a alta cúpula do clube esteve presente. Sorrisos, fotos e falas na chegada da Marta, tudo normal, pois eles representam a instituição. Todavia, como pano de fundo acresça-se o fato de que eles representam “a fila oficiosa” da sucessão santista. Ou seria um simples acaso que essas contratações, cujos salários são comparáveis aos craques do time principal, aconteçam para torneios às vésperas das eleições alvinegras?

 

Planejamento, meu caro. Isso se chama planejamento. Mas fica aqui um alerta ao Kleiton Lima, o técnico das Sereias da Vila: - Rejeite qualquer sugestão do Marcelo Teixeira para fazer um treino contra o time masculino, os Peixes. Vai que o Vanderlei Luxemburgo coloque o Domingos para marcar a Marta e a Cristiane.  E para a santistaiada o constante lembrete de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Torcer para que o Santos vença em campo, sempre! Atentar para os bastidores e as manobras também.           

  

PS: Coluna dedicada à simpática zagueira santista (e paranaense) Auinã Daniele de Morais Viegas.  Ao lado dela, meses atrás, assisti no CT Rei Pelé ao jogo das Meninas da Vila contra o time São José, lá da terra da Embraer (onde tem quem gosta e quem não gosta). Uma goleada das Meninas. Ela vibrava bastante e orientava as companheiras Calan, Fran e Pikena. Dá-lhe Sereias!

Por Alvinegro de Ita



Escrito por Luiz Caetano às 00h45
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2012, o filme – a saga

2012, o filme – a saga

 

 

21/12/2012: em 3 anos, 2 meses, 21 dias, 23 horas, 27 minutos, 23 segundos. A contagem regressiva desperta inquietações. Caso se concretize o que consta na terceira, das sete, profecias Maia, o planeta Terra viverá mais uma tragédia de dimensões apocalípticas, isto é uma vez mais o mundo vai acabar. Na esteira da esgotada versão “aos 2000 mil chegarás, mas a eles não ultrapassarás”, essa projeção sustentada em observações e estudos de fenômenos naturais que envolvem astros, aquecimento global, alinhamento de planetas, tsunami e conjunções outras motivaram a produção de um filme.

 

2012 -  o filme tem lançamento programado para o mês de novembro próximo. Dirigido por Roland Emmerich, o mesmo dos impactantes Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, o elenco conta com Danny Glover, John Cusack e Chiwetel Ejiofor entre outros. Creio que o sucesso de público está garantido, principalmente, em função dos temas ora presentes na pauta global: sustentabilidade, protocolo ambiental, crescimento econômico versus desenvolvimento social. Mas, concretamente, quem é mesmo que degrada o planeta?

 

Pelas bandas do litoral, o pessoal do ramo imobiliário já ensaia especulações estratégicas em torno do episódio. Como se apropriar do cenário, armar arapucas e faturar mais diante do clima de insegurança e inquietude que será gerado. Fobias, ansiedades e desinformação alimentarão conversas e pitacos nas escolas, nas igrejas, nos clubes e nos bares da vida. Mas, tudo faz crer que o day after, será simplesmente e tão somente mais um dia qualquer. “Assim caminha a humanidade...”.

 

2012 - a saga. Exatos oito meses e uma semana antes do vamos ver para crer da anunciada e sinistra profecia Maia ocorrerá o marco centenário da mais emblemática, honrosa e empolgante trajetória de um time de futebol. Isto para todos aqueles que carregam no peito “o orgulho que nem todos podem ter”. Os 100 anos do Santos Futebol Clube. Portanto, o viés será festivo e de caráter comemorativo, isso se até lá forças não tão ocultas assim não conduzirem o time a uma “tragédia esportiva”. Forças que ao pretexto de trabalharem pela instituição SFC, na verdade provocam sérios danos ao clube, por persistirem em práticas anacrônicas e obsoletas.

 

De qualquer modo, pelo que se sabe, algumas etapas de planejamento na perspectiva do 2012 Alvinegro praiano estão em movimento, inclusive, com proposta de logo, calendário de eventos e etc. Não cabe qualquer dúvida que à comemoração da gloriosa data deverá ser acoplado um engenhoso empreendimento de marketing que possibilite ao clube faturar alto. Sejamos claro, uma boa grana para o clube, sem desvios ou rapinagens de aproveitadores e saqueadores daquilo que é “a coisa pública”. Configurando-se assim, uma a situação para a qual recomendava aquele célebre detetive inglês, o parceiro de Mister Watson: - Procure sempre o rastro do dinheiro. Ou seja, antes, durante e depois do evento fiquemos atentos aos movimentos no interior e no entorno das finanças. Pois, a regra mais praticada é a de que “os LUCROS e os GANHOS se privatizam”, “os PREJUÍZOS e as PERDAS se socializam”.

 

A santistaiada cabe a missão de participar e acompanhar de perto tudo isso, contudo são dispensáveis as desavenças virtuais, histerias e alguns delírios de futurologia que projetam o caos no Peixe, todos os dias. Assim la nave va...”.

 

 

PS:  Coluna dedicada ao combativo santista de Paranaguá, Jaime Pereira dos Santos. Atento aos compromissos de dirigente sindical, no fim de semana anterior, ele esteve bem próximo da amada Vila Belmiro, todavia não pode visitar o Memorial das Conquistas. Fica para uma próxima Jaime!

Por Alvinegro de Ita



Escrito por Luiz Caetano às 22h37
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Tá no placar – entrevistas e análises

Tá no placar –  entrevistas e análises

 

 

O placar principal da Vila Belmiro passa por reforma. Certamente a perspectiva é a de que após isso sejam faturados alguns reais a mais, regra básica do futebol business. Cada vez mais business e menos futebol. Enquanto isso, o “placar secundário” deu conta do resultado do jogo: Santos 2 x Avaí 2, no sábado passado 08.08.2009. Expressão de mais um vacilo do Peixe na competição. Similar aos diante do Goiás e ao Santo André, num acúmulo negativo de seis pontos que se positivo deixaria o time no bloco  de frente. Mas, o “se” é sempre um “se”...

 

Após o apito final, lá vamos nós para as entrevistas e análises. Em vários níveis e formatos passamos a ouvir os atores do espetáculo, os especialistas do assunto. Mal se inicia o desenrolar das mesas-redondas, dos debates na TV e no Rádio, as matérias já estão nos sites. No dia seguinte, a cobertura total nos jornais. Tudo explicado, esmiuçado e realçado pela mídia. O placar é imutável. MAS, é mesmo?

 

A história registra casos controversos. Em 1962, num jogo (da volta) emocionante e dramático no Alçapão, válido pela Libertadores, o Peixe perdia para o Peñarol por 2x3 e graças a uma forte pressão por parte dos dirigentes e torcedores, o árbitro deixou o jogo correr até que o Santos empatasse. No placar 3 x 3. Mas, na súmula o relato dos fatos. Conseqüência, placar alterado para 2x3 e uma terceira e decisiva partida marcada.

 

Em 2005, a Vila foi palco de um memorável show de bola promovido por Giovanni e Robinho, o Peixe de forma legítima e incontestável deu um sacode nos Gambás, 4x2 no placar. Festa da torcida, entrevistas mil e brilhantes análises. Valeu? Não, dias depois a denúncia dos escândalos envolvendo o árbitro Edilson Pereira de Carvalho motivou o cancelamento da partida e a realização de outro jogo. Constituindo-se numa inusitada e injusta lambança cometida por um juiz do Tribunal de Justiça Desportiva.       

 

Tudo faz crer que logo, logo a Vila voltará a contar com um moderno e estiloso placar. Tomara que nunca mais se repitam casos como os acima lembrados, senão vou propor que os responsáveis pela presepada tenham como “recompensa” acompanhar jogos com os comentários do Neto, as análises do Chico Lang e os editoriais do José Silvério. E de quebra, que sejam obrigados a ler as “Estórias de Arquibancada e Bar”. E dá-lhe Peixe!

 

 

PS: Coluna dedicada ao entusiasta, mas sempre criterioso e legítimo alvinegro praiano Reginaldo  Cardoso, o Perna.  Conciso e direto ao ponto nas suas análises. As quais considero superiores às tantas que brotam dos chamados profissionais da mídia.

Por Alvinegro de Ita



Escrito por Luiz Caetano às 08h29
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A praça e o blog

A praça e o blog

 

Freqüentar uma praça não requer uma motivação especial. Momentos de lazer, de conversa com amigos, da sintonia na “rádio peão” e comentar “a última” da Norminha ou do Sarney, da visualização no vai-e-vem dos transeuntes, dos cães e dos passarinhos fazem parte do enredo. Um espaço compartilhado, pois ele é público, não é de um, é de todos. Se bem que seja válido admitir que na medida que é de todos, é também de um. 

 

Mas, nem só diversão, amenidades e atitudes nobres povoam a praça. Muitas vezes o comportamento inconseqüente (que chega até ao vandalismo) de alguns dos freqüentadores degrada o ambiente. Quando isso tem origem nos seres irracionais é compreensível, mas se parte daqueles aos quais se atribui o uso da racionalidade, cabe refletir acerca das motivações. Se por mera lacuna de conhecimentos, deficiência de índole ou de deliberado e maligno nonsense?

 

Há uma lenda urbana que versa que o aspecto de uma praça e a sua ocupação guarda relação direta com o grau de cultura e civilidade da sua população. Esteja ela sediada em Umuarama, Curitiba,Itanhaém, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Pederneiras, Artur Nogueira, São José dos Campos, Guarulhos, Andradina, Mongaguá, Sorocaba, Juiz de Fora, Goiânia, Canoas, Recife, Salvador, Santos e até mesmo em Campinas. Cuidar para que as praças sejam dignas de freqüência merece atenção de todos.                     

 

Freqüentar um blog requer uma motivação especial. Por exemplo, a paixão por um time e a satisfação “ouvir” a santistaiada. No mais, ... , ...

 

Ainda em meio a um longo, tenebroso e chuvoso inverno a coluna “Estórias de Arquibancada e Bar” volta ao ar. Clima semelhante ao que vive o Peixe, mais propriamente em relação ao dilema nietzschesiano do seu atual e garboso técnico. No médio prazo saberemos de que forma a história se repetirá. Independente de tudo e de todos, sempre avante Peixe!

 

PS:  Coluna dedicada à bela e graciosa santista Elaine, atendente da By Hawk – Man, no Litoral Plaza Shopping, Praia Grande. Portadora de um sorriso digno de “eterno retorno”.

Por Alvinegro de Ita



Escrito por Luiz Caetano às 00h19
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Ressaca, bodes e formigas

Ressaca, bodes e formigas

 

 

Ainda sob o efeito da ressaca do desfecho  do Paulistão, tento levar em conta o recado deixado pelo nobre Pastor: “Levantar e sacudir a poeira”. Afinal, no próximo domingo, o Peixe já volta a campo para disputar o Brasileirão.2009. E, pelo time, devemos torcer sempre, todavia manter a visão crítica é oportuno.

 

Tudo parece simples, mas é complexo. No jornal, as informações de que alguns países vão ao “jogo da crise” com a tática Keynesiana: mais investimentos públicos e demanda agregada para a garantia de empregos. Outros jogam na retranca do protecionismo e na defesa da poupança interna. De insólito, a curiosa notícia de que a portentosa “Google vai contratar 200 cabras”. Explica-se, ao invés do chato barulho do motor do cortador de grama e da consequente poluição atmosférica, optou-se pelos berros e bolinhas da espécime caprina para aparar a grama em Mountain View, Vale do Silício (EUA).

 

Leio também que para preservar  o porco mudaram o nome da gripe, agora é H1N1. Provavelmente, as questões e os interesses de peso estratégico-comercial justifiquem a ação.  Ou seja, tentam “varrer o suíno para debaixo do tapete”.

 

BODES 

 

Eles são fedorentos, peludos e costumam berrar bastante. A máxima de que “bom cabrito não berra” era uma lenda rural que virou urbana. Depende muito do tamanho da fome e do “aperto”.

 

Volta e meia, ele, o bode é convidado para ocupar espaço na sala. Ou melhor, é nela colocado quando uma dada situação pode merecer maior atenção e provocar grandes contestações e mudanças. Então, para desviar o foco, eis que o bode entra em cena.

 

Pitacos daqui, reclamações de acolá, o rebuliço é armado. Mas, isso é um caso pensado. Algum tempo depois tira-se o bode da sala e pronto: “tudo volta a ser como dantes no quartel de Abrantes”. Nada muda, tudo está no seu lugar. Graças a Deus. Meu pai oxalá, é o rei, venha me valer...

 

Consideremos também, os “bodes expiatórios”. Pois, a culpa e a responsabilidade pelo fracasso são irmãs siamesas da glória e da fama pelo sucesso. No mundo do futebol, as mesmas mãos que evitaram gols e os mesmos pés que fizeram a bola balançar as redes nas partidas classificatórias, garantido o time na final, no momento do “vamos ver”. Na hora da “onça beber  água”: Cadê?? A muralha se mostrou muito vulnerável e o poder de fogo do matador deu chabu. No mínimo, Fábio Costa e Kleber Pereira merecem um acompanhamento e gerenciamento mais efetivo. Os salários estão em dia, ou não?

 

 

FORMIGAS

 

Elas estão em todos os lugares. As formigas dispensam convite. Basta um pouco de açúcar, um resto de xarope e lá vem elas. Por menores que sejam, elas despertam atenção, atraem o foco.

 

Quem sabe, por assim pensar, tornou-se recorrente a um certo mandatário lançar mão de bolos e cerejas à cada temporada. Assim, enquanto os olhos e as atenções se voltam para “as formigas” de pseudo-promissoras contratações e de brilhantes pastilhas; pelo outro lado vão passando “os elefantes” dos sucessivos déficits financeiros e da ineficácia gerencial. Os quais deixam de contar com a devida atenção e avaliação. Até quando, até quando???

 

PS: Coluna dedicada ao santista Pato. Ele é uma figura folclórica que está sempre nos jogos das Sereias, os seus gritos dispensam qualquer explicação para o apelido. Que nos jogos do Peixe, ele leve o seu apoio ao Ganso e ao Sabiá (que está chegando), mas que também grite: -   Xô frangos, xô frangos!

 

Por Alvinegro de Ita



Escrito por Luiz Caetano às 00h02
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“O Troco - a Troca - o Troco, sem-troco” - Por Alvinegro de Ita

“O Troco - a Troca - o Troco, sem-troco”

 

Na reta final do Paulistão2009, dois alvinegros, o Peixe e o Gambá ainda sonham em conquistar a taça. Tal cenário possibilita algumas leituras, sob uma ótica alvinegra praiana.   

 

 

O TROCO

 

A derrota mais vexatória do Peixe, com placar mais elástico na fase classificatória, ocorreu frente ao Porco: 4x1. Fato que provocou a troca de técnico no SFC. Nas semifinais, os 2x1 aqui e 2x1 lá, favoráveis ao Peixe, configuraram-se num troco. Um troco especial que vai para além dos números, pois, as avaliações e declarações do técnico palmeirense eram a de que o Santos FC era um time médio. O dele era top. Então, Vanderlei Luxemburgo,... top,top!

 

 

A TROCA

 

Em plena fase decisória, nos bastidores renasce (ou é requentada) a notícia (boato ou fofoca) de que Molina pode ser negociado com o SPFC. Cogita-se até uma troca por Richarlyson. Um troca-troca. Não que isso seja lá uma novidade histórica.

 

Desde os tempos de Mauro Ramos de Oliveira, tantos foram e muitos vieram: Peixinho, Toninho Guerreiro, Pita e Ailton Lira pra lá. Gilberto Sorriso, Nelsinho, Chicão, Teodoro, Humberto, Serginho Chulapa e Zé Sérgio pra cá.

 

Se ele vem ou não vem, o futuro próximo dirá, mas, pelo menos o script para a orientação tática ao Richy fica fácil de saber: “A marcação será homem a homem. Corra atrás do homem, não largue o homem. Se necessário, fora da área, agarre o homem”

 

       

O TROCO, SEM-TROCO

 

Nos clássicos, outra derrota santista na fase classificatória foi frente aos Gambás. É chegada a hora de dar o troco, na realidade um leve troco, afinal, o 0x1 naquela partida não foi um placar justo. Contudo, à nação alvinegra praiana que fique bem claro, em se tratando de decisão, não cabe nenhum troco. Lembremo-nos que em 1984, numa jogada tramada entre Zé Sérgio e Humberto, o cruzamento resultou no gol de Serginho.

 

Se a memória ficar restrita aos anos do século 21, nesse quesito de troco pra cima de troco, o Peixe desfruta de um sabor superior e mais nobre. Convenhamos que aquele gol, em 2001, 10 segundos antes do apito final foi compensado com aquele golaço do Léo, em 2002, nos acréscimos. (Tá certo que o jogo era pelo Brasileirão, mas troco é troco!). Desta feita, a vantagem está para o lado de lá, mas isso não garante nada. O Peixe tem que manter a pegada e reverter. - Sai fora Gambá, aqui não tem troco, não!       

     

Sempre avante Peixe!

 

PS: Coluna dedicada ao Chicão,um santista vibrante. Sempre com firmeza e dedicação a serviço das causas alvinegras praianas.

 

Por Alvinegro de Ita



Escrito por Luiz Caetano às 23h59
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Bacalhau, leitão e mangas

Bacalhau, leitão e mangas

 

Feriado colado no sábado e domingo, eis uma oportuna chance para viajar. Principalmente, se a distância é grande. Oriente, no centro-oeste do Estado, região de Marília, a cidade de destino. Resistir ao convite do primo Basilius para comemorar o aniversário do tio Inocêncio ficara impossível, combinou-se que ao Alvinegro de Ita caberia fornecer o bacalhau e o vinho. Outra condição consensuada, no sábado à tarde, acompanharíamos pela TV o jogo do Peixe.

 

Um garrafão de Cardeal, dois de Sangue de Boi, mais três quilos e meio de bacalhau. E, ainda na quinta-feira, princípio da noite, família no carro e pé na estrada.

 

Dia de bacalhau  

 

Sexta-feira, no sítio, o ambiente era de alegria e festa. Depois de dez anos eu podia rever primos e outros familiares, assim como conhecer a criançada. Além do primo Basilius, estavam por lá, a prima Leopoldina e o primo Jorge. Pela manhã, enquanto as mulheres começavam a preparar o bacalhau, os homens cuidavam das bebidas e o papo rolava solto. “Saudades da minha terra” era a música de fundo. 

 

Lá pelas tantas, o Nicanor, garoto de nove anos de idade, filho do Jorge, saiu com essa: - Eu nunca comi bacalhau, mas pelo cheirinho parece ser coisa boa. Depois dos risos, coisa que fez a meninada vibrar, emendei: - É Nicanor e você verá que, além disso, é saboroso e macio. Quem gosta, gosta e jamais deixará de gostar. E o almoço virou banquete, servido com vinho e chocolate de sobremesa. Com muita farra, “Moreninha Linda” foi uma dentre outras canções raízes.

 

Leitão ao ponto e doces mangas

 

Já que a sexta-feira foi santa, o cardápio do sábado previa leitão no rolete.  Com especial tempero e esmero, o pessoal preparou o leitão. O vinho cedeu lugar à cerveja geladíssima, de vez em quando uma rodada de torresmos. Deliciosos. Na expectativa para o jogo, pude constatar que por aquelas bandas, o Palmeiras conta com uma boa presença de torcedores e os santistas estavam em minoria. Mas, isso não impedia que o Alvinegro de Ita desse umas cutucadas: - É moçada, hoje aqui tem leitão assado e lá na Vila, o Porco vai tomar uma chocolatada. E o festivo almoço foi farto.

 

De sobremesa, foram servidas mangas colhidas no próprio sítio do Basilius. Muito doces, o Alvinegro de Ita se esbaldava. Chupava à vontade. E o garoto Nicanor de olho. Com a finalidade de dar um gancho, comentei: - Essas mangas são mesmo gostosas, o chato são esses “pelos” que ficam entre os dentes. Dessa vez foi o Nicanor que soltou uma risada e tascou: - Mas primo, manga não tem “pelo”, manga tem fiapo. Cai na gargalhada, desculpe-me Nicanor vai ver eu estava pensando em outra fruta. Uma fruta também muito boa de chupar.

 

E a tarde se foi. Por volta das 18 horas, a TV ligada e lá estava o primo Basilius a procurar o jogo. Putz! Cadê? Em que canal? Dei um pitaco, é no canal pago do SPORTV. A resposta veio de imediato, aqui não pega esse canal. E lá fomos nós para o rádio. Tive que voltar no tempo e torcer de ouvido. A compensação de agüentar a gozação, depois do gol dos porcos só se materializou após a virada. Afinal, a chocolatada no Verdinho foi “a cereja” de uma páscoa feliz, com uma viagem de volta tranqüila. Oxalá, no sábado que vem o Peixe resista à pressão e volte à Vila classificado para as finais.

 

 

A cereja do bolo

    

Se, a chocolatada no Verdinho foi “o ponto alto” de uma páscoa feliz. Certamente, também, se pode configurar na cereja no bolo para o principal ANIVERSARIANTE de hoje, 14 de abril: O SANTOS  FUTEBOL CLUBE, time de glórias mil e de grandes viradas. Parabéns Santos! Avante Peixe!

 

PS: Estória dedicada ao Pinduca, Orlando Lourenço Dias. Um santista companheiro de infância que aprontava poucas e boas. Seu apelido veio do gibi, nos tempos em que a maioria dos jogos do Peixe, ouvíamos, lá na capital, tão somente pelo rádio.

Por Alvinegro de Ita



Escrito por Luiz Caetano às 00h16
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"Estórias de Arquibancada e Bar"

“Reality Football Business ”.

 

Insólita e divertida a imagem de Neymar com Pelé no colo, captada na última quarta-feira no CT do SFC. De uma certa perspectiva, quantos gols, vitórias e títulos ela contempla.

 

No retrovisor, uma gloriosa e longa carreira, construída com sangue, suor, risos e lágrimas. Marcada pelo talento ímpar de um atleta que alterou o curso da história do clube, lógico que não esteve sozinho e tantos outros merecem registro e reconhecimento. Mas, Pelé foi e é Pelé.

 

No pára-brisa, a projeção de uma promissora e, talvez, vitoriosa carreira que propicie importantes vitórias e títulos ao time. É o que espera o torcedor santista, desde já, sabedor de que não será por longo tempo. Mas, que seja brilhante e profícuo ao clube, enquanto dure. E Neymar será Neymar.

 

Enfim, cena de um “reality show” a partir da qual nós santistas esperamos a comprovação de que um raio pode cair três ou quatro vezes num mesmo lugar (Jean Chera vem ai... E o bicho vai pegar ).             

 

Do Peixe para os conteúdos da telinha: É curioso constatar o leito cultural com que o BBB9 desperta e cativa à atenção das massas.  O formato e conteúdo carregam uma mescla daquilo que George Orwell  descreveu no livro 1984 com uma implacável e rigorosa prática de “revolucionários”, o paredão. Sofismas e premiação à parte, tudo o mais é recheio de clichês comportamentais, onde anônimos viram celebridades e na esteira disso, alguns dos participantes conseguem aproveitar a oportunidade.

 

Vale destaque o sentido de integração provocado pelos programas BBB. Se, as novelas têm no público feminino maior grau de atenção e o futebol, por sua vez, o masculino. O Big Brother tem a particularidade de democratizar e atrair de modo mais homogêneo as atenções. 

 

Com gancho nisso, voltemos os olhos para o “reality show santista 2009”.

 

No campo, as estimulantes atitudes e perspectivas geradas por Madson, Neymar e Paulo Henrique. As variações táticas de Vagner Mancini com 2 ou 3 atacantes e o aparente controle sobre a “panela”. Uma ligeira regularidade no miolo de zaga com Fabão e Fabiano Eller; a insegurança nos laterais e no goleiro; a falta de entrosamento e encaixe dos volantes e meias serão elementos suficientes para que o Peixe supere os próximos “PAREDÕES” e avance na competição?

 

Nos bastidores, até quando a comunidade santista vai suportar um Big Boss que se perpetua no cargo e em função do poder econômico associado a interesses mesquinhos, medíocres e provincianos? Reconheça-se que ele tem voltado do “paredão” vitorioso, pela vontade da maioria. Mas, será que somente ele é o condutor da verdade, da luz e do futuro do Peixe? Que tipo de mentalidade é essa que se subordina ao continuísmo e a retrógadas atitudes??

 

Torna-se importante toda torcida e incentivo para que o técnico ajuste o time e que 2009 seja bem melhor que 2008. Em paralelo, o combate ao continuísmo e ao mandonismo no SFC.  Avante Peixe! 

            

 

Por Alvinegro de Ita.  26 de março de 2009.

 

Manoel Venceslau Neto



Escrito por Luiz Caetano às 01h33
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As galinhas e a Caixa de Pandora

 

 

“Galinha morta” – Na quinta-feira,12.03, pela manhã no café. – E então Alvinegro de Itanhaém, hoje o Peixe fatura mais três pontos? Bem, jogando na Vila acho que é quase certeza, o meu palpite é Santos 3x1. (respondi). – Fique tranqüilo, o Peixe vai pegar uma “galinha morta”. O Paulista vai tremer. Nesse ano, o timeco de Jundiaí tá jogando uma bolinha e até corre o risco de cair.

 

Á noite, infelizmente, a expectativa não se confirmou a “galinha” esteve arisca e esperta no campo de jogo. O “peso” do Alçapão deixou de funcionar.

 

Outras galinhas – Tornou-se habitual ver imagens em jogos pelo Brasil afora de closes nos quero-queros. Pássaros que tem por habitat natural várzeas e gramados, até por isso, durante as partidas eles não se deixam intimidar pelos pipocar dos fogos, gritos e manifestações das torcidas. Vez por outra, em jogos noturnos, corujas também aparecem. Dado que, assim como os quero-queros elas voam e conseguem com certa facilidade acessarem ao campo. Mas, galinhas!!! É, acredite nisso. Dias atrás numa determinada cidade do interior paulista, frise-se uma importante pólis, em pleno domingo à tarde, jogo correndo solto sob um sol escaldante, eis que o close revela para espanto dos telespectadores duas garbosas galinhas.

 

Normal!! Até poderia ser entendido como normal se elas estivessem assustadas e ariscas. Pelo contrário caminhavam placidamente, como se estivessem a desfilar. Alheias aos risos, brados e ao alarido das massas. Putz! Será que naquelas terras galinhas voam? Será que aquele é o “habitat natural” delas? Ou será que algum brincalhão que as associou às “galinhas pretas” teve sucesso com elas, mas fracassou ao tentar entrar com alguns porquinhos?

 

Fico a imaginar que o IBAMA pode vetar jogos do Peixe em Presidente Prudente. Provavelmente, com o receio do pessoal de certa cidade vizinha causar sérios impactos ambientais no Paranazão.

 

“Caixa de Pandora” - A seqüência de jogos do SFC no Pacaembu tem servido para três coisas. A primeira ao fator bilheteria. A segunda para colocar uma pá de cal na tediosa e inconsistente tese de que a torcida santista é feita de tiozinhos saudosistas e de que não tem identidade (Talvez, a crise de identidade seja de quem formula isso). E a terceira hipótese, é a de que assumiu ares de uma caixa de Pandora. Explica-se pelo fato de que a iniciativa eleitoreira ou não (existe quem acredita que não é) acabou por contar com o respaldo da massa santista, em especial aquela que reside na Grande São Paulo.

 

Fato é que o clamor para que o Peixe mandasse mais jogos na Capital não chega a ser nenhuma novidade. Talvez, movida pela curiosidade de aferir se a torcida corresponderia ou com a intenção de demonstrar o inverso, a diretoria bancou a aposta. Deu no que deu, a torcida cumpriu a sua parte e a definição quanto à programação de jogos começa a assumir uma dimensão que foge ao controle da diretoria.

 

Torcedores, jogadores e segmentos ligados ao SFC manifestam avaliações e posicionamentos. Causa grande peso o fator público, renda e demais desdobramentos (venda de camisas e outros produtos). Não resta qualquer dúvida, o mando do Peixe por princípio é na Vila Belmiro, mas isso não pode ser um dogma. Cabe reflexão e análise.

 

Manter ou deixar de realizar jogos do Peixe, em maior quantidade, na Capital pode funcionar como definição para votos no fim do ano sim, contudo essa é uma variável entre tantas outras. Importa ao associado santista ponderar bem sobre a questão. Que ele não ceda ao ilusionismo, aliás, coisa que rima e se ajusta com continuísmo. Prática histórica e comprovadamente negativa às instituições.

 

E domingo no Pacaembu, sem quero-queros e galinhas pelo gramado: Avante Peixe!

  

 PS: Coluna dedicada a um vibrante santista que andou sumido dos blogs e sites alvinegros nos últimos meses. Consta que ele perdeu o emprego, mas tomara que não tenha perdido a vontade de ser jornalista. Valoroso Dudu Gomes seja benvindo, ao teclado rapaz!

 



Escrito por Luiz Caetano às 21h41
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"Estória de Arquibancada e Bar"

”Gol do Saaantos... É CULTURA”

 

Domingo, 01/03/09, clássico na Vila. Num movimento rápido e com precisão, na grande área, Molina finalizou a jogada iniciada com o arremesso lateral seguida da bicicletinha do Roni: Gol do Saaantos!!! O placar de 1x0 foi magro, mas a dimensão da vitória no clássico frente ao SPFC teve uma relativa e importante “gordura”. Gordura pelo sabor de bater os bambis, e, sobretudo pelo alento de auto-estima e incentivo que o resultado pode provocar no elenco.

 

Com a devida noção de que a competição está apenas pela metade e que para garantir vaga nas finais o Peixe deverá superar renhidos adversários, o torcedor santista não  pode mesmo assumir ares de euforia.

 

Mas, que o time ganha mais personalidade e passa a despertar um pouco mais de confiança, isso sim. Noves fora os lances de “caça-borboletas” e espaços livres aos atacantes propiciados pela defensiva santista, na maioria dos últimos jogos.

 

Além, é lógico, das “malditas” traves que teimam em rebater as bolas. Elas, as traves, deveriam ser mais flexíveis e favorecer o desvio para dentro das redes. Dos outros, por óbvio.     

 

Muito embora o espaço cibernético esteja sujeito a “chuvas e trovoadas”. Isto é, montagens e picaretagens mil, é pouco crível que tenha sido um santista o autor e editor de um curioso e divertido vídeo disponível no youtube: 

 

 

 

Com mais de 21   mil exibições, em 1m57’, um relutante e convicto garotinho se manifesta e se reafirma santista. Simplesmente encantador e imperdível.

 

Para além daquilo que mostra as imagens e o diálogo permite interpretar, como pode o guri, na tenra idade de 2 a 3 anos, com pai corintiano e mãe tricolor, e, “tamanha pressão” resistir bravamente: - Saaantos, é o Santos!  Aliás, ele nem precisou ler o livro do Odir Cunha, “Pedrinho  escolheu um time” para escolher o seu.  

 

Sem maior aprofundamento, a hipótese mais provável é a de que seja fruto de um atavismo. Pois, influência de Diego e Robinho tudo indica que não é, pelo Peixe ele não os viu jogar. Provavelmente, um dos bisavôs ou avôs do piá torcia (torce) pelo Santos, naqueles tempos idos em que a TV Cultura nas transmissões ou tapes mantinha um bordão: Esporte é cultura. Tempos que após um gol de Manuel Maria, Pelé ou Edu o locutor completava a narração com: -  É gol do Saaantos, esporte é cultura.   

 

Nos compêndios da antropologia social consta que atavismo é um componente cultural enraizado nos indivíduos que por vezes fica “adormecido” em determinadas gerações e se manifesta em outras. Oxalá, no domingo passado, aquele garotinho tenha assistido o jogo do Peixe. Se sim, o reforço psicológico para que ele fixe a paixão pelo Peixe ganhou maior motivação.          

 

PS:  Coluna dedicada aos filhos de um notável jornalista alvinegro oriundo de Mato Grosso do Sul. Lá em Brasília, no exercício da função pública, quando lhe sobra um tempinho ele costuma disparar torpedos que despertam a consciência crítica dos santistas. Ele e os filhos se  divertiram com o vídeo.

Por Alvinegro de Ita



Escrito por Luiz Caetano às 00h20
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"Estória de Arquibancada e Bar"

Bola de basquete!! ou SFC globalizado

   

1913

 

Muito mais que o retorno da dupla de brigões Fábio Costa & Fabiano Eller, e, tanto quanto o resultado do jogo, da partida frente ao Botafogo pelo Paulistão 2009, em pleno domingo de carnaval, repercutiu positivamente o comparecimento da torcida alvinegra praiana. Se com a bola rolando não houve sucesso de crítica, nas arquibancadas foi inconteste o sucesso de público.

 

Uma vez mais se demonstrou que o SFC tem uma expressiva torcida que extrapola as fronteiras da Vila Belmiro, da Vila Mathias. Somente a miopia do provincianismo e a estreiteza da mentalidade coronelista impedem que seja devidamente valorizada a demanda do torcedor alvinegro. Não vai aqui nenhuma crítica ao “torcedor de raiz”, afinal, o santista de alta estirpe sabe que o Santos FC nasceu na Vila e ganhou o mundo, jamais deixará de encarnar a cidade de Santos e sua gente.

 

Ontem em conversa com um palmeirense, ele foi jocoso: - O Alvinegro por que o Santos tem uma bola de basquete no distintivo? Bola de basquete? Como assim!! (respondi). Segundo ele esse assunto veio à baila num recente programa esportivo. Bem, como percebi que a pergunta ia além da curiosidade e de uma mera observação, sem dar bola para a tentativa de ridicularizar o glorioso escudo, esclareci.

 

-Meu caro, aquela imagem não é a de uma bola de basquete. Ela simboliza o globo terrestre. Na história do Peixe, no ano de 1913, o distintivo do SFC tinha a concepção exatamente do escudo dentro de um globo. Isto é, os santistas de primeira hora  tinham a premonição que o SFC seria um time global. Conquistaria o mundo com taças e títulos. Somente alguns anos depois o sentido foi invertido é o globo foi estilizado na parte interna do escudo. As oito linhas corresponderiam ao Brasil, as Américas (do Sul, Central e do Norte), Europa, Ásia, África e Oceania.

 

Ou seja, o SANTOS FC é de SANTOS, mas também é do mundo!

 

- É verdade isso, Alvinegro? (indagou o alviverde). Mas, é lógico que sim, afirmei. Tudo no Santos FC deve ser visto com um significado maior, de grandeza. O Peixe é um time mítico, está por toda parte. Por onde rolar uma bola, quem se ocupar do assunto futebol, mais cedo ou mais tarde terá que se referenciar ao SANTOS FUTEBOL CLUBE. E avante Peixe! 

 

PS: Coluna dedicada ao destemido santista Gino Santos Lima (até no nome). Um vibrante alvinegro que acompanha o Peixe, jogo a jogo. Na Vila, em Itu ou no Pacaembu o grito de vai prá cima deles Santos com ele se fez presente. Parabéns pelo aniversário grande Gino!!

Por Alvinegro de Ita

 



Escrito por Luiz Caetano às 22h41
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"Estórias de Arquibancadas e Bar"

Nada a ver... Mas, muito que se assemelha

 

E a semana foi marcada pela largada da mais importante competição de futebol do continente, a Copa Santander/Libertadores na sua versão 2009 pautou as principais manchetes e espaços na mídia esportiva. Emoção, vibração, vitórias, derrotas, fracasso e conquista envolverão times, torcidas e dirigentes. Participar e ser competitivo é uma coisa, ser competente e vencer, somente um time o fará. E o nosso Peixe estará fora disso. Resta ao Santos FC as batalhas na Copa Brasil, para quem sabe garantir o ingresso na Copa de maior expressão no próximo ano.

Nesse mesmo continente e semana, quem se ocupou da leitura do principal destaque na mídia deparou com manchetes, informações e análises sobre a vitória de Hugo Chávez no referendo na Venezuela, em 15/02. Um presidente que desde de 1998 detém o poder no país vizinho. Promoveu a aprovação de uma emenda constitucional que lhe dá o "direito" e a possibilidade de se reeleger indefinidamente. "Vitória, vitória do povo" ; "É uma clara vitória da revolução" - foram frases de efeito pronunciadas com euforia pelo antigo coronel que virou líder político há 11 anos no poder e se imagina legítimo herdeiro do ícone histórico Simon Bolívar.

- Revolução? Mas que revolução bolivariana é essa que se propaga pela Bolívia, pelo Equador. Serve ela de exemplo a outros países vizinhos; será mesmo um caminho e alternativa para o socialismo no século 21?? . Bem, possivelmente, os adeptos dessa conduta populista poderão argumentar que Hugo Chávez se constitui num exemplo de postura diante do império norte-americano. Da dignidade de dizer não a arrogância dos EUA habituado a fazer de alguns países de quintal e impor a "american way of life".

- Mas, de revolução isso não tem nada, quando muito podemos conceituar de radicalização. No plano concreto, ele Chávez repete a mesmice do "grande guia", do "grande líder" que promete levar as massas ao paraíso. E se incumbe ele desse papel, o pior de tudo é que a maioria dos eleitores acredita nisso. Talvez, uma boa frase para expressar esse cenário seja o "avanço do retrocesso". Simplesmente, lamentável!

Acho que boa parte dos santistas que suportou a leitura até aqui se coloca a indagar: - Política e futebol, nada a ver. Esse espaço é para "falar" do Santos, o blog versa sobre futebol. Xô politicagem! Fora!! Alô Luiz Caetano deleta isso, publique notícias do Peixe. Mas, caros santistas quem é que pratica atos semelhantes e concretamente faz valer a participação política que tantos renunciam? Quem é que assume o papel semelhante a um caudilho e praticou nos estatutos do SFC atitude igual à de Hugo Chávez?? Quem foi que tentou agredir um conselheiro que, no seu direito de manifestação, teceu críticas a sua gestão? 

- Santistas conscientes, querer o Santos FC competitivo e vencedor nas competições todos queremos. Assistir boas partidas e vitórias do Peixe todos desejamos, dedicar-se mais ao futebol e menos à política seria o ideal. Contudo, alienar-se e deixar de lado o principal foco do problema que atinge o Santos FC é algo indigno. 

PS: Por conta do período em que a coluna esteve inativa e um pouco daquilo que li nesse espaço, permitam-me reproduzir um fragmento que colhi num livro:

" Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado um com o outro. Cada um me contou a narrativa de porque se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões. Ambos tinham razão. Não era que um via uma coisa e outro outra, ou que um via um lado das coisas e outro um outro lado diferente. Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via uma coisa diferente, e cada um, portanto, tinha razão. Fiquei confuso desta dupla existência da verdade".

Fernando Pessoa

Por Alvinegro de Ita



Escrito por Luiz Caetano às 00h03
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"Estória de Arquibancada e bar"

Tudo de bom - previsões e fatos

  

De volta aos movimentos da bola, o Peixinho anima a galera na Copa São Paulo/2009. A goleada na estréia, 4x0, produzida pela meninada com nomes promissores fazem a torcida sonhar: novas estrelas, novos ídolos? O futuro guarda a resposta.

Entre as novidades para a temporada, o SFC apresenta na Gerência Administrativa de Futebol, Ocimar Bolicenho, de Curitiba.  Dentro do campo o meia Lúcio Flávio, também curitibano e o volante Germano, de Toledo, interior do Paraná. 

Fim de ano, uma breve excursão: Curitiba, Paranaguá, Ilha do Mel e Morretes. Roteiro de agradáveis atrativos e impressionantes paisagens, o bordão predileto e repetido à exaustão pela guia local era "Tudo de bom" para se ver e curtir no Paraná. Mas, do ponto de vista cultural e recomendável (além do barreado), a percepção mais marcante foi a do planejamento, da funcionabilidade e efetiva qualidade de vida existente na capital da terra das araucárias. 

De fato, Curitiba compõe uma amostra de que, ao ser humano, é possível fazer e viver bem. Distante de se configurar num reino de pollyanas e de mil maravilhas, o cenário contempla também contrastes, contradições e demandas de muita coisa ainda a ser construída, a ser realizada. Todavia, tanto os elementos naturais, quanto o potencial humano sinalizam energia, disposição e capacidade de ir adiante, fazer bem feito. O Paraná vive momentos de organização e avanço.       

Realidade um pouco diferente vive o estado vizinho, ao sul. Diversos municípios catarinenses pagam um pesado tributo à natureza por estarem instalados nas margens de rios ou em espaços nos quais a água é a real detentora física. Perdas de vidas e danos materiais desnudam as falhas de planejamento, previsibilidade e persistência da ocupação urbana daquelas áreas. Mas, com toda certeza os catarinenses superarão, uma vez mais, a tragédia e o drama para retomar o cotidiano, reconstruírem suas cidades. Mesmo sem "tudo de bom", vida que segue...       

Em complemento às forças que vieram do Paraná, o Santos recebeu Triguinho, Luizinho e Madson. Especula-se ainda sobre as contratações de Léo e Roni. Mesmo que os dois últimos nomes sejam confirmados, a impressão é a de que o time não recebeu reforços suficientes para que a disputa por títulos seja mais confiável. A expectativa da torcida era maior. E como afirmava um renomado pensador de outrora: "De onde menos se espera, daí é que não sai nada". 

Em face desse cenário, resta aos santistas torcerem para que as previsões ocorram de modo semelhante àquilo que presenciei no sul.  A previsão meteorológica era a de chuvas em todos os dias. Coisa que, felizmente, aconteceu somente no dia 1º, quinta-feira, no final da tarde e em parte da noite. Nos demais, sol e brisa. Condições ideais para passeios. Portanto, em se tratando do futuro próximo, vamos torcer para que o time se ajuste e conquiste vitórias e títulos. Tomara que os representantes paranaenses causem boas surpresas e provoquem "Tudo de bom" para o Peixe, pois com a atual direção e esse técnico, não há muito o que se esperar.

       

PS: Coluna dedicada ao consciente santista Francisco Celso, de Taubaté. Profissional da área de arte&design que aprovou a camisa da década de 10. Junto com nossos familiares curtimos uma parte "BOA" do Paraná. Esqueci de informá-lo que a "MELHOR" fica lá pelas bandas de Umuarama. 

Ao promover as habituais apresentações durante a viagem, o guia acompanhante exemplificou o script para que se declarasse o nome, a cidade de origem, a área de atuação e o time de preferência. A maioria era de bambis, eles falaram primeiro. Sempre finalizando que torciam para o maior time do Brasil, o time do 6-3-3 e outras ostentações. 

Na minha vez, ao declarar o time, usei de total modéstia: - O meu time é aquele que quem conhece futebol sabe que ele foi o MELHOR TIME DO MUNDO. Um time mágico, no planeta da bola ninguém foi melhor do que ele. Nem precisei dizer o nome, responderam em coro. (santistas e não santistas). Sem saudosismo, o SFC tem que voltar a ser. Avante Peixe!

 

Por Alvinegro de Ita



Escrito por Luiz Caetano às 00h06
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Virar a página, virados e Viradas

 

Virar a página, virados e Viradas

E chegamos ao período em que são comuns os balanços: de empresas, de avaliações escolares, de resultados comerciais, de metas atingidas, de governo, de vida. Com a aproximação da data de virada da folhinha, as atenções se voltam para o retrovisor 2008 e o pára-brisa 2009... 

Ontem, o almoço foi com o Felipe. Bem mais longo que os de outras ocasiões, pois num ano eleitoral em que a gestão atual conseguiu renovar o seu mandato, a análise a respeito do desempenho administrativo no decorrer de 2008 previa uma extensa lista de assuntos. Ele, gestor público de larga experiência, conhecedor dos meandros políticos da capital paulista como poucos. Uma interessante fonte. 

O cardápio pautava virado à paulista ou virado à mineira. Qual a diferença? No preparo do tutu e na opção da costela ou da bisteca está a resposta. Optei pelo à mineira, ele foi de paulista e me provocou, deixando no ar a pergunta: - Por que à mineira?     

De positivo, a cidade de São Paulo teve no mês de abril a VIRADA CULTURAL, nos dias 26 e 27 (sábado e domingo, das 18 às 18 horas, aproximadamente 800 eventos culturais, shows, teatro ao ar livre, dança, mostras, etc... Milhões de pessoas ocuparam ruas e praças). E nessa quarta edição a organização e a segurança foram bem melhores, evitando-se confusões e problemas vividos em anos anteriores. Segundo o Felipe. 

No mês de novembro foi a vez da VIRADA ESPORTIVA, na sua segunda edição, nos dias 15 e 16. Envolvendo também pessoas de todas as faixas etárias, praticantes de diversas modalidades esportivas.  Um sucesso que serviu de modelo para muitas outras cidades do Estado. Eventos dessa natureza ajudam a disciplinar a conduta coletiva da população. 

Enquanto ouvia, o meu pensamento viajava.  Putz, o torcedor do Peixe que tentar fazer um balanço de 2008, chegará à conclusão de que é um ano para esquecer, apagar. Isto é, a passagem do nonagésimo sexto para o nonagésimo sétimo ano de vida do clube foi um fiasco. Decepção no Paulista, na Libertadores e vexame no Brasileirão. Nem conquistas, nem a revelação de um bom craque. Nada, nada mesmo. Mas, espere ai, nesse ano o pessoal do marketing lançou a campanha SANTOS, O TIME DA VIRADA!!!!!!!!!!

Mas, que VIRADA estão a propagandear? A última grande virada do Peixe foi em 2007, lá em Curitiba. O Paraná vencia até a metade do segundo por 2x0, quando o alvinegro começou a virada para 3x2. Durante o atual campeonato brasileiro nenhuma virada a favor do Peixe. Pelo contrário, houve sim na própria Vila Belmiro uma virada de placar do Galo mineiro, de igual forma na contagem, 2x0 para nós até o segundo tempo, no final 2x3. Vitória dos mineiros. Argh!  Aquele Galo mineiro. 

Ora, esquecer ou apagar 2008 o santista consciente não pode e não deve. Ele sabe qual é a principal causa dessa vexatória situação. Na prática, exigir reforços e mudanças para 2009 é a mobilização a ser feita. E atentar para que a virada de página seja feita para além de um mero sentido simbólico. Que o time seja fortalecido para que em 2009 cumpra um papel digno do SFC.  Avante Peixe!

  

PS: Coluna de mote para a mensagem de melhores votos de boas festas a toda comunidade alvinegra praiana. Que a santistaida comemore com saúde e alegria, renovando as esperanças de que o 2009 seja um brilhante e exuberante ano para o nosso Peixe.   

Por Alvinegro de Ita 



Escrito por Luiz Caetano às 23h58
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