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O livro eleitoral, a cédula e a urna eletrônica
O livro eleitoral, a cédula e a urna eletrônica
A incipiente e um tanto controversa democracia brasileira chega ao século 21 com muitos ajustes por se fazer. Voto em lista, voto distrital, voto distrital-misto são coisas da reforma política a acontecer. Se mais representativa ou participativa, se com maior ou menor controle social, o “cabo-de-guerra” entre conservadores e progressistas é esticado e afrouxado ao sabor das circunstâncias e dos interesses dos mandatários de plantão. Contudo, no cenário eleitoral um instrumento inovador vem funcionando a contento: a urna eletrônica. Ela responde pela maior facilidade e agilidade na votação, como elo importante na organização dos registros cadastrais, no exercício da votação e na totalização dos votos de mais de 126 milhões de eleitores distribuídos pelo território nacional, do Oiapoque ao Chuí e até, nas embaixadas brasileiras espalhadas pelo mundo. No Brasil, uma das iniciativas atuais do TSE é fazer com que cada seção eleitoral tenha no máximo 400 eleitores (antes era 600) e a norma prevalecente é a da universalização, isto é, possibilitar o direito e dever de voto ou justificativa a todo e qualquer eleitor. Esteja ele onde estiver. Outra meta é a de garantir a credibilidade, aprimorar a segurança contra fraudes e erros que comprometam a legitimidade do pleito. Algo difícil de ser atingido é o risco zero, mas, a margem percentual está próxima disso. Nas eleições brasileiras, o uso ampliado se deu a partir de 1996, hoje, os mais desconfiados e leigos acerca do assunto, ao compararem com o que era praticado anteriormente hão de concordar que houve avanços. Da evolução dos livros de cadastro de eleitores, nos tempos do Império à transição para a República, onde o direito ao voto era censitário e predominava os métodos do “coronelismo, enxada, curral e voto”, onde as fraudes eram feitas “a bico de pena”. Passando pela utilização das cédulas eleitorais no processo de urbanização da sociedade brasileira no século 20, ambiente em que o processo era fraudado pelo “interesse da quantidade de cédulas e votos” em algumas urnas, ou mesmo, por meio “das canetadas” durante a apuração e, até, pela nem sempre imparcial interpretação da autoridade responsável; não cabem dúvidas que o atual uso das zerésimas (listas impressas, zeradas, das urnas antes do início da votação) e a totalização digital constituem o processo mais ágil e seguro anti-fraudes. Já faz alguns anos que os TREs, Tribunais Regionais Eleitorais, através dos cartórios eleitorais disponibilizam para sindicatos, entidades de classe, clube e associações a utilização das suas urnas eletrônicas. Todavia, a formalização do pedido tem que ser feita com antecedência e tempo hábil para que os requisitos técnicos de processamento e controle sejam possíveis, por exemplo: o cadastro dos eleitores com direito a voto; a configuração dos nomes e números das chapas concorrentes, a formatação e interfaces dos programas para que sejam geradas as totalizações. A necessidade de fotos, também, é um deles. Lógico, que não é cabível acreditar que alguma entidade (ou clube) deixe de providenciar o uso das urnas em virtude de não dispor de fotos, assim como não é crível acreditar que um clube deixe de realizar uma grande contratação em virtude de faltar papel para o aparelho de fax. Portanto, outro requisito fundamental para que a urna eletrônica seja utilizada é a vontade política dos responsáveis pelo processo eleitoral. Tudo indica que nas eleições do SFC de 2009, a urna eletrônica não será utilizada. Cabe a atual administração tentar explicar os motivos que impediram tal ato, e que, em face disso, não se coloque sob suspeita qualquer intenção de fraude no processo. Mas, por favor, dispensem o argumento de que agiram com boa fé. Pois, desde, de dezembro de 2007, nas eleições passadas, esse assunto já foi levantado e solicitado. Trata-se de um procedimento que favorece aos sócios, amplia a lisura e a transparência; e, sobretudo enobrece a instituição Santos Futebol Clube. Deu no Painel FC da Folha de São Paulo, 28.nov.2009 Veto: A diretoria santista mostra documento do Tribunal Regional Eleitoral de SP negando pedido para receber urnas eletrônicas nas eleições do clube. O pedido foi feito pelo presidente do conselho, José da Costa Teixeira. Opções: Segundo a diretoria, três empresas privadas ofereceram urnas eletrônicas ao clube, que rejeitou as propostas por acreditar que elas são ligadas à oposição. Em face do exposto, vale esclarecer: - Quais foram os motivos alegados pelo TRE para não ceder as urnas? - Que dizer que " o mundo corporativo" conspira contra MT ou faltou competência para contratação de uma empresa privada?
Por Alvinegro de Ita
Escrito por Luiz Caetano às 00h03
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Eleições: debate como nunca se fez
Eleições: debate como nunca se fez Sanches Filho Marcelo Teixeira (situação) e Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro (oposição) vão se enfrentar num debate no dia 1º de dezembro, na sala de entrevistas da Vila Belmiro, seguindo regras semelhantes às de candidatos a governador e presidente da República. As eleições serão realizadas no dia 5, na Vila Belmiro.
Representantes das chapas Rumo Certo (Teixeira) e O Santos pode mais (Luis Álvaro) vão se reunir hoje, às 15h, na Vila Belmiro, para acertar os últimos detalhes. A maior dificuldade tem sido a escolha de mediadores neutros.
“Há pontos divergentes que serão resolvidos na reunião de amanhã (hoje)”, disse ontem à noite Arnaldo Hase, um dos coordenadores da oposição. Ele explicou que na primeira reunião entre integrantes das duas chapas, ontem à tarde, na Vila Belmiro, a situação apresentou as regras básicas do debate que será aberto a todos os veículos de imprensa e terá dois mediadores. Nos dois primeiros blocos, os candidatos respondem perguntas dos mediadores, e no terceiro um candidato fará pergunta ao outro. “Creio que haverá convergência com relação à escolha dos mediadores e o tempo limite para as respostas. Mas vamos para o debate porque será um fato histórico. Não há registro que esse tipo de confronto de ideias tenha ocorrido em eleições de clubes”, completou Hase. Luxa testa o zagueiro para o jogo com o Avaí Sanches Filho, esportes.jt@brupoestado.com.br Depois de afirmar que Edu Dracena estrearia em jogos oficiais apenas em 2010, Vanderlei Luxemburgo escalou o zagueiro ao lado de Adailton no time titular no coletivo de ontem no CT Rei Pelé. A decisão do treinador surpreendeu até o próprio jogador.
Dracena foi contratado no fim de setembro, completou o tratamento de recuperação da cirurgia dos ligamentos cruzados do joelho direito e atuou 17 minutos no amistoso contra o Santos Laguna, dia 12, em Torreón, no México, em inauguração do estádio Território Modelo.
O time montado por Luxemburgo teve Felipe, Pará, Adailton, Edu Dracena e Léo; Rodrigo Mancha, Rodrigo Souto, Paulo Henrique Ganso e Madson; Neymar e Kléber Pereira.
“A minha expectativa era de estrear somente no Campeonato Paulista. Embora ainda não tenha certeza se vou jogar contra o Avaí (domingo, às 17h, em Florianópolis), estou ansioso e me sentindo como há 11 anos, quando tinha 17 e fiz o meu primeiro jogo pelo Guarani”, recordou.
Se a sua escalação for confirmada, Dracena vai encarar o jogo como uma decisão de campeonato, sem se preocupar com o que poderá acontecer dia 5 de dezembro, quando o clube terá eleições para presidente. “Meu sonho é jogar bem e evitar que o time sofra gols. Se sobrar uma bolinha para eu marcar, melhor ainda”, disse. “Os companheiros vão me ajudar porque sabem que o meu entrosamento ainda não é o ideal, mas não sinto mais incomodo e venho melhorando a cada treino.” O zagueiro acredita ter sido sua evolução o motivo que levou Luxa a escalá-lo antes da hora.
Três anos de contrato
A explicação para a indiferença de Dracena em relação ao processo eleitoral no clube é que o contrato assinado em setembro tem duração de três anos, e embora seu futuro ainda fosse duvidoso, o Santos teve que correr para não perder a disputa com outros interessados. Com perfil de jogador vencedor, ele sabe que mesmo que a oposição vença nas urnas ele não corre risco de sair. “A minha projeção é ser campeão pelo Santos, como em todos os clubes pelos quais passei”, disse o jogador. “Tenho mentalidade de vencedor. Acredito que o torcedor vai gostar do meu estilo porque embora seja calmo, alio técnica à raça. Quando é preciso, dou chutão para frente, mas também sei sair jogando”, garantiu o zagueiro.
Entrevista com Luis Alvaro Na próxima semana estarei publicando uma entrevista exclusiva com o candidato a oposição o Sr. Luis Álvaro. 
Escrito por Luiz Caetano às 09h49
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Rumo Certo??
Rumo Certo?? Apesar da chapa situacionista usar o jargão rumo certo, o que mais parece ao Santos nos últimos anos é estar totalmente perdido, sem rumo algum. Vejamos algumas situações que exemplificam a falta de rumo dos dirigentes praianos: A despedida do atleta Antonio Carlos Zago, foi um típico caso em que o técnico Vanderlei Luxemburgo, o presidente Marcelo Teixeira e o presidente do Conselho José da Costa Teixeira, estavam totalmente perdidos. Autorizaram o uso da camisa 10 que um dia fora vestida com honra por grandes ídolos santista, para que o ACZago fizesse sua despedida do futebol. Enquanto isso, não sabiam ou fingiam não saber que o atleta santista já era dirigente corintiano. Ao mesmo tempo que preparavam a festa de despedia, pelas costas dos dirigentes e do engravatado professor, ACZago assediava vários jogadores do clube com o intuito de levá-los para o arqui-rival, o Corinthians. Outro fato que sinaliza o rumo certo em que o Santos está sendo conduzido foi o caso Tabata. O jogador foi uma das apostas do Santos nos últimos anos, mas virou um peso morto no clube, visto não render ao time o mesmo que rendia no Goiás. Para se livrar do alto salário o Santos resolveu emprestar o jogador para um clube turco. O empréstimo foi por três anos, o mesmo tempo em que o jogador tinha de contrato com o clube. Meses depois, o Santos ficou a ver navios. Até hoje os dirigentes não sabem explicar o negócio com os “brimos”: Ao ser indagado sobre quanto o Santos teria a receber pela transferência do meia Rodrigo Tabata do Gaziantepspor para o Besiktas (TUR), o presidente Marcelo Teixeira se mostrou otimista: - O Santos tem direito a um percentual pela venda, conforme previsto em contrato, o que ainda estamos estudando. Teixeira, porém, estava desinformado ou mentiu. De acordo com o departamento jurídico, o clube não tem mais nada a receber. Ao emprestar Tabata para o Gaziantepspor, em 2008, a diretoria definiu que, para adquirirem os 50% dos direitos do jogador que pertenciam ao Santos, os turcos teriam de pagar, em parcelas com prazos previamente estipulados, um valor de cerca de US$ 700 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão). Até hoje não houve por parte dos dirigentes santistas nem uma explicação convincente para o caso, pelo que foi possível deduzir estão totalmente perdidos ninguém fala coisa com coisa. Quem vai pagar essa conta? Coluna escrita por: Pacífico Armando Guerra
Escrito por Luiz Caetano às 00h05
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Luxemburgo e craques do passado se dizem encantados com o meia santista
Luxemburgo e craques do passado se dizem encantados com o meia santista JT Como em 2002, quando a dupla Diego-Robinho começava a se destacar no time que acabou conquistando o Brasileiro daquele ano, as duas maiores promessas do Santos hoje, Neymar e Paulo Henrique Ganso, provocam discussões, comparações e, claro, dividem opiniões.
Alguns pendem para o atacante, que já chegou a ser apontado com o sucessor de Robinho, embora tenha estilo diferente do ‘rei das pedaladas’. Dos dois, porém, quem mais chama a atenção de craques do passado, como Rivellino, Pita e Leonardo (técnico do Milan), é Ganso, meia canhoto, de estilo raro e habilidade invejável. Até Vanderlei Luxemburgo, nos seus 26 anos de carreira, admite estar encantado com Ganso. Ele vê semelhança entre o novo camisa 10 do Santos e Rivaldo, craque de Barcelona e Seleção Brasileira.
“Ele só tem de gostar mais de fazer gol”, disse o treinador após a vitória por 4 a 0 do Peixe contra o Coritiba, domingo.
O chefe ficou muito satisfeito com a disposição ofensiva do jogador principalmente no primeiro tempo, quando fez duas assistências para gol e obrigou o goleiro rival a realizar grande defesa numa conclusão de cabeça.
Sem receio de parecer pretensioso, Luxa diz estar ensinando o menino a jogar no lugar certo do campo. “Paulo Henrique tem de ser isso: o jogador que faz a diferença, colocando o companheiro em condições para finalizar ou fazendo seus próprios gols. Por isso, peço para ele voltar menos para marcar e procurar jogar mais adiantado, nas costas do volante rival”, explicou. “Ao contrário do que muita gente pensa, os grandes artilheiros da história não foram atacantes, mas meias, camisas 10, como Maradona, Zico e Pelé.”
Luxa considera desperdício um atleta da qualidade de Ganso ficar dando toquinhos para o lado. “Ele tem de jogar como Rivaldo, que às vezes fica sumido, mas de repente, em duas jogadas agudas, decide o jogo.
Paulo Henrique Ganso desfalcou o Santos em sete jogos do Brasileiro, durante o período em que esteve com a Sub-20, no Mundial do Egito. Ele atuou em 29 partidas e marcou sete jogos. O meia é o único santista entre os votados para a lista dos melhores do Brasileiro.
+ Peixe
Novo status
Não faz muito tempo Luxemburgo chamou Neymar de Filé de Borboleta e afirmou que o garoto teria que cumprir etapas, inclusive servindo as seleções de base, para se tornar titular do time. Os cinco gols marcados nos três últimos jogos, porém, deram novo status ao menino, pelo menos na visão do técnico. “Agora ele está pronto”, disse Luxemburgo
Na Europa
O clube que quiser tirar Neymar da Vila na janela de transferências internacionais terá de pagar R$ 46 milhões (60% da multa de 30 milhões de euros) ao Santos e discutir os 40% restantes com Delcyr Sonda, parceiro do clube.
Escrito por Luiz Caetano às 08h54
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Beber, cair e levantar...beber, cair e levantar...
Beber, cair e levantar...beber, cair e levantar... 
Paulada no México, cacetada no Rio Grande do Sul. E, enfim, vitória na Vila, Peixe 4 x Coxa 0. Trigésima sexta rodada: 12 vitórias, 12 empates, 12 derrotas, um time bem regular! Esse Peixe está mesmo mal acostumado. O elenco tem demonstrado que a sua capacidade de resiliência não é das melhores, o desfecho da temporada se divide entre o consolo de não cair para a segundona e a insossa expectativa de classificação para a Copa Sul-americana 2010. Vamos reclamar prá quem? Para o bispo ou para o pastor? Algo de maior monta deve ser mudado, afinal entra diretor, sai diretor. Técnicos são trocados, planejamentos e “cerejas de bolo” vem e vão. Depois, no final da temporada, o Peixe não sobe ao pódio e nem mesmo tem o direito de sonhar com a busca da terceira estrela no ano seguinte. Salários em dia, pastilhas no muro, hotel confortável, CT em ordem? Ora, ora, tudo isso é o mínimo que se pode cobrar de uma administração que em pouco tempo torrou os milhões provenientes do desmonte da geração 2002/03. E pior, gerou dívidas bancárias que crescem a cada dia. Manter esse rumo, por quê? Para que? É curioso notar que os críticos mais agudos questionam se as lideranças que apresentam uma proposta de aporte financeiro ao clube são executivos, invés de empresários; se “a” fez uma declaração que ofendeu “b”; se as idéias e os projetos não são apresentados por intermédio do PMBOK ou do BSC. Que a oposição agrega o fulano ou o sicrano e por isso vai perder. Mas, afinal, que dimensão de crítica é essa? Que postura democrática é essa? Que contribuição isso traz ao processo sucessório do SFC? Bem, importa registrar que não se pode rotular alguém de ser MAIS santista ou MENOS santista; MAIS inteligente ou Menos inteligente por aderir uma ou outra chapa. O direito de expressão e opção é inalienável, tanto ao torcedor quanto ao sócio. O fundamental é que o debate seja ampliado, seja aprofundado em questões substantivas ao SFC e não resvale para a fulanização, o baixo nível dos ataques pessoais. Se a comunidade santista participar ativamente do processo e agir de forma construtiva, o Peixe no dia 05 de dezembro será o maior vitorioso. PS: Coluna dedicada ao santista Peneira, o pernambucano Manuel Elias. Artista do cordel que faz a rima na hora e embola palavras em profusão. Na rua, no palco ou na festa exalta e defende sempre o SFC. 
Por Alvinegro de Itá
Categoria: “Estórias de Arquibancada e Bar”
Escrito por Luiz Caetano às 23h15
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Luxa economiza elogios: "Coritiba estava morto"
Luxa economiza elogios: "Coritiba estava morto" Do correspondente Rodrigo Martins - Santoss (SP)
A goleada do Santos sobre o Coritiba, por 4 a 0, neste domingo, na Vila Belmiro, agradou ao técnico Wanderley Luxemburgo. Mas o treinador preferiu não se exaltar nos elogios à sua equipe. Reconhecendo que o adversário não estava em uma tarde inspirada, Luxemburgo apontou os problemas apresentados pelo Coxa como um dos fatores decisivos para o triunfo dos santistas. "Pegamos o Coritiba totalmente morto. Parecia que eles estavam totalmente fora do campeonato, jogando com o braço arreado e de cabeça baixa. Por isso, não posso me enganar com essa vitória, que aconteceu um pouco pela fragilidade deles", comentou. Apesar das críticas aos paranaenses, o comandante destacou que o Peixe também teve os seus méritos na goleada. "Também teve muita coisa boa nossa. O Coritiba estava meio caído, porém, o Santos fez um grande jogo e mereceu o resultado, por sua produtividade demonstrada dentro de campo", ponderou Luxa. Wanderley Luxemburgo ainda disse que, caso o time tivesse apresentado rendimento parecido durante a maior parte da competição, poderia estar em uma situação bem melhor na tabela de classificação, do que apenas a 12° posição no torneio. Apenas com a vitória sobre o Coxa, o Alvinegro Praiano conseguiu afastar de vez qualquer possibilidade de rebaixamento. O clube também segue brigando e está próximo de conquistar uma vaga para a próxima Copa Sul-americana. "Sou bem equilibrado na hora de analisar as coisas. Nós não podemos nos enganar com o resultado, pois se você se engana, comete erros. Não tenho dúvidas que se tivéssemos jogado sempre assim contra as grandes equipes, não estaríamos com problema de jogar para acabar de vez com o perigo de rebaixamento. Certamente estaríamos buscando objetivos maiores", concluiu. Era jogo para vencer por 10 a 0 Foi um jogo estranho. O Santos deitou e rolou de um jeito que parecia que o Coritiba tinha uns três atletas a menos em campo. Ou então todos queriam derrubar seu treinador, Ney Franco.
A facilidade com que o Peixe chegava na área do adversário leva a crer que há algo de muito grave nos bastidores do Coxa. Time de Primeira Divisão não joga desse jeito.
Não, não é o caso de dizer que o Santos jogou bem. Foi mesmo o Coritiba que esteve apático.
Se o Peixe fizesse metade dos gols que perdeu, o placar seria de 10 a 0 e a torcida alvinegra teria curtido uma revanche das goleadas que sofreu do Coritiba no ano passado - o santista não se esquece que só Keirrison fez sete gols em dois jogos.
Mas Madson, Neymar e Kléber Pereira (sempre ele) cansaram de perder gols feitos - a maioria deles oferecida pelo menino
Paulo Henrique Ganso, que a cada toque na bola prova que é mesmo um craque.
Logo em seu primeiro lance deu um chapéu no marcador que já valeria o ingresso. Ganso ainda mostraria um arsenal de dribles desmoralizantes e passes de maestro. Ver Ganso jogar por R$ 10 na Vila é uma pechincha.
O problema é que os colegas de time não estão à altura. Com exceção de Neymar, que tem alguns lampejos, os outros estão a anos-luz do talento de Ganso.
O primeiro gol foi feito por Madson, de falta, aos 22. Kléber Pereira, que já tinha perdido dois gols, fez o segundo aos 25. O que já estava uma barbada ficou ainda mais fácil aos 30, quando Ney Franco trocou um zagueiro (Pereira) por um atacante
(Marcos Aurélio). Aí virou treino de ataque contra defesa. Mas o objetivo parecia ser não fazer o gol. Madson chegou a perder um em cima da linha. Incrível!
Na etapa final, o massacre continuou. O Coritiba só chegou na área uma única vez, e Felipe saiu bem, nos pés de Luciano Amaral. Do outro lado, Neymar fez o terceiro aos 19 e sofreu
pênalti aos 23. Kléber Pereira errou. Mas Neymar compensou todas as lambanças com um golaço no final - recebeu de Ganso e deu toque por cima do goleiro.
FICHA TÉCNICA: SANTOS 4 X 0 CORITIBA Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP) Data: 22 de novembro de 2009, domingo Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG) Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Guilherme Dias Camilo (MG) Renda: R$ R$ 52.270,00 Público: 3.942 pagantes Cartões amarelos: Léo e Madson (Santos); Rodrigo Heffner, Pereira e Jeci (Coritiba) Gols: SANTOS: Madson, aos 22 e Kléber Pereira, aos 25 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 19 e aos 43 minutos do segundo tempo SANTOS: Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo (Triguinho); Rodrigo Mancha, Rodrigo Souto, Madson (Róbson) e Paulo Henrique Lima; Neymar e Kléber Pereira (Jean) Técnico: Wanderley Luxemburgo CORITIBA: Vanderlei; Rodrigo Heffner, Pereira (Marcos Aurélio), Jeci e Luciano Amaral; Jaílton, Leandro Donizete, Makelele e Carlinhos Paraíba (Thiago Gentil); Marcelinho e Rômulo Técnico: Ney Franco
FESTA DA CHAPA O SANTOS PODE MAIS NO DIA 25, EM SANTOS Já está confirmado para o dia 25, quarta-feira, a partir das 19h, grande evento da chapa O SANTOS PODE MAIS na casa Typografia Brasil, em Santos. A casa tem capacidade para 600 pessoas. Haverá shows do grupo Feitiço e do cantor e compositor Luiz Américo, todos santistas roxos.
O evento também contará com a presença dos candidatos da chapa para presidência, vice e ao Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube.
A entrada é gratuita!
Confirmações podem ser feitas pelo e-mail paula.smadeira@gmail.com. Participe!
25/11 - Quarta-feira - Festa da chapa O SANTOS PODE MAIS em Santos QUARTA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO HORÁRIO: A partir das 19h LOCAL: Typographia Brasil SHOW COM BANDA FEITIÇO E LUIZ AMÉRICO ENDEREÇO: Rua XV de Novembro, 115/117 (SP) Confirme sua presença pelo e-mail paula.smadeira@gmail.com
Escrito por Luiz Caetano às 22h30
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Peixe vem com força máxima pra afastar risco de degola
Peixe vem com força máxima pra afastar risco de degola SANCHES FILHO, esportes.jt@grupoestado.com.br O Santos escala o que tem de melhor para derrotar o Coritiba, hoje, às 17h, na Vila Belmiro, para chegar aos 48 pontos e afastar o pequeno risco que ainda resta de rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Assustada com a reação do Fluminense, que saiu da lanterna, já soma 39 pontos e chegará aos 48 se ganhar do Sport hoje e nas duas rodadas restantes, a diretoria convocou a torcida para apoiar a equipe e baixou para R$ 10 o ingresso de arquibancada para quem estiver com a camisa do clube. Depois da partida de hoje, o Santos enfrentará o Avaí, na Ressacada (Florianópolis) e recebe o Cruzeiro.
O resultado do jogo de hoje poderá ter reflexos nas eleições para presidente e renovação de parte do Conselho Deliberativo, no próximo dia 5. Para não dar margem a insinuações de que torce pela derrota da equipe, visando levar vantagem nas urnas, o candidato da oposição, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, pediu, no começo da semana, o comparecimento em paz do torcedor à Vila e para que a diretoria voltasse a fazer a promoção do ingresso mais barato, no que foi atendido.
Como gostou da produção do time contra o Internacional, em Porto Alegre, apesar da derrota por 3 a 1, Vanderlei Luxemburgo resolveu manter Madson no meio, para ajudar Paulo Henrique Ganso na armação, e Neymar ao lado de Kléber Pereira na frente. Ele também decidiu tirar Triguinho, que vinha jogando bem, e escalar o ídolo Léo, em razão de o jogo ser na Vila.
Nos dois últimos jogos, Neymar mostrou que não ficou abalado por ter decepcionado com a Seleção Sub-17, eliminada na primeira fase do Mundial da Nigéria, e marcou três gols - dois na vitória por 3 a 1 diante do Náutico, no Pacaembu, e outro contra o Inter. E Kléber Pereira, em clima de despedida, raramente passa em branco em jogos em casa.
“Temos que jogar futebol para ganhar do Coritiba, e esquecer a parte política. Em São Paulo (Santos 3, Náutico 1, no Pacaembu, no dia 7 passado), até parecia que estava sendo disputado outro jogo fora do campo. O importante é o Santos terminar bem o Brasileiro. Minha análise já foi feita e o clube vai avaliar o trabalho de cada um”, disse Luxemburgo, não aceitando desculpas de alguns jogadores de que a indefinição política é uma das razões da instabilidade do time.
Cobrança
O treinador vem cobrando dos atletas profissionalismo e respeito à camisa. Bem diferente da certeza que ele demonstrava ao substituir Vágner Mancini, na 13ª rodada do primeiro turno, de pelo menos recolocar o clube na Libertadores.
Ninguém poderia imaginar que, 22 jogos após e com a contratação de cinco reforços, o time continue na parte de baixo da tabela e brigando para não cair. FICHA TÉCNICA SANTOS x CORITIBA
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP) Data: 22 de novembro de 2009, domingo Horário: 17 horas (horário de Brasília) Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG) Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Guilherme Dias Camilo (MG)
SANTOS: Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo; Rodrigo Mancha, Rodrigo Souto, Madson e Paulo Henrique Lima; Neymar e Kléber Pereira Técnico: Wanderley Luxemburgo
CORITIBA: Vanderlei; Rodrigo Heffner, Pereira, Jeci e Luciano Amaral; Jaílton, Leandro Donizete, Makelele e Carlinhos Paraíba; Marcelinho e Rômulo. Técnico: Ney Franco
Escrito por Luiz Caetano às 09h21
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