Tá no placar – entrevistas e análises

Tá no placar –  entrevistas e análises

 

 

O placar principal da Vila Belmiro passa por reforma. Certamente a perspectiva é a de que após isso sejam faturados alguns reais a mais, regra básica do futebol business. Cada vez mais business e menos futebol. Enquanto isso, o “placar secundário” deu conta do resultado do jogo: Santos 2 x Avaí 2, no sábado passado 08.08.2009. Expressão de mais um vacilo do Peixe na competição. Similar aos diante do Goiás e ao Santo André, num acúmulo negativo de seis pontos que se positivo deixaria o time no bloco  de frente. Mas, o “se” é sempre um “se”...

 

Após o apito final, lá vamos nós para as entrevistas e análises. Em vários níveis e formatos passamos a ouvir os atores do espetáculo, os especialistas do assunto. Mal se inicia o desenrolar das mesas-redondas, dos debates na TV e no Rádio, as matérias já estão nos sites. No dia seguinte, a cobertura total nos jornais. Tudo explicado, esmiuçado e realçado pela mídia. O placar é imutável. MAS, é mesmo?

 

A história registra casos controversos. Em 1962, num jogo (da volta) emocionante e dramático no Alçapão, válido pela Libertadores, o Peixe perdia para o Peñarol por 2x3 e graças a uma forte pressão por parte dos dirigentes e torcedores, o árbitro deixou o jogo correr até que o Santos empatasse. No placar 3 x 3. Mas, na súmula o relato dos fatos. Conseqüência, placar alterado para 2x3 e uma terceira e decisiva partida marcada.

 

Em 2005, a Vila foi palco de um memorável show de bola promovido por Giovanni e Robinho, o Peixe de forma legítima e incontestável deu um sacode nos Gambás, 4x2 no placar. Festa da torcida, entrevistas mil e brilhantes análises. Valeu? Não, dias depois a denúncia dos escândalos envolvendo o árbitro Edilson Pereira de Carvalho motivou o cancelamento da partida e a realização de outro jogo. Constituindo-se numa inusitada e injusta lambança cometida por um juiz do Tribunal de Justiça Desportiva.       

 

Tudo faz crer que logo, logo a Vila voltará a contar com um moderno e estiloso placar. Tomara que nunca mais se repitam casos como os acima lembrados, senão vou propor que os responsáveis pela presepada tenham como “recompensa” acompanhar jogos com os comentários do Neto, as análises do Chico Lang e os editoriais do José Silvério. E de quebra, que sejam obrigados a ler as “Estórias de Arquibancada e Bar”. E dá-lhe Peixe!

 

 

PS: Coluna dedicada ao entusiasta, mas sempre criterioso e legítimo alvinegro praiano Reginaldo  Cardoso, o Perna.  Conciso e direto ao ponto nas suas análises. As quais considero superiores às tantas que brotam dos chamados profissionais da mídia.

Por Alvinegro de Ita