"Estórias de Arquibancada e Bar"

“Reality Football Business ”.

 

Insólita e divertida a imagem de Neymar com Pelé no colo, captada na última quarta-feira no CT do SFC. De uma certa perspectiva, quantos gols, vitórias e títulos ela contempla.

 

No retrovisor, uma gloriosa e longa carreira, construída com sangue, suor, risos e lágrimas. Marcada pelo talento ímpar de um atleta que alterou o curso da história do clube, lógico que não esteve sozinho e tantos outros merecem registro e reconhecimento. Mas, Pelé foi e é Pelé.

 

No pára-brisa, a projeção de uma promissora e, talvez, vitoriosa carreira que propicie importantes vitórias e títulos ao time. É o que espera o torcedor santista, desde já, sabedor de que não será por longo tempo. Mas, que seja brilhante e profícuo ao clube, enquanto dure. E Neymar será Neymar.

 

Enfim, cena de um “reality show” a partir da qual nós santistas esperamos a comprovação de que um raio pode cair três ou quatro vezes num mesmo lugar (Jean Chera vem ai... E o bicho vai pegar ).             

 

Do Peixe para os conteúdos da telinha: É curioso constatar o leito cultural com que o BBB9 desperta e cativa à atenção das massas.  O formato e conteúdo carregam uma mescla daquilo que George Orwell  descreveu no livro 1984 com uma implacável e rigorosa prática de “revolucionários”, o paredão. Sofismas e premiação à parte, tudo o mais é recheio de clichês comportamentais, onde anônimos viram celebridades e na esteira disso, alguns dos participantes conseguem aproveitar a oportunidade.

 

Vale destaque o sentido de integração provocado pelos programas BBB. Se, as novelas têm no público feminino maior grau de atenção e o futebol, por sua vez, o masculino. O Big Brother tem a particularidade de democratizar e atrair de modo mais homogêneo as atenções. 

 

Com gancho nisso, voltemos os olhos para o “reality show santista 2009”.

 

No campo, as estimulantes atitudes e perspectivas geradas por Madson, Neymar e Paulo Henrique. As variações táticas de Vagner Mancini com 2 ou 3 atacantes e o aparente controle sobre a “panela”. Uma ligeira regularidade no miolo de zaga com Fabão e Fabiano Eller; a insegurança nos laterais e no goleiro; a falta de entrosamento e encaixe dos volantes e meias serão elementos suficientes para que o Peixe supere os próximos “PAREDÕES” e avance na competição?

 

Nos bastidores, até quando a comunidade santista vai suportar um Big Boss que se perpetua no cargo e em função do poder econômico associado a interesses mesquinhos, medíocres e provincianos? Reconheça-se que ele tem voltado do “paredão” vitorioso, pela vontade da maioria. Mas, será que somente ele é o condutor da verdade, da luz e do futuro do Peixe? Que tipo de mentalidade é essa que se subordina ao continuísmo e a retrógadas atitudes??

 

Torna-se importante toda torcida e incentivo para que o técnico ajuste o time e que 2009 seja bem melhor que 2008. Em paralelo, o combate ao continuísmo e ao mandonismo no SFC.  Avante Peixe! 

            

 

Por Alvinegro de Ita.  26 de março de 2009.

 

Manoel Venceslau Neto