Blog do Luiz Caetano
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DEIXEM SEU PALPITE

 

SANTOS X PALMEIRAS

 

 

 

 

Kleber Pereira x Alex Mineiro, Marcio Fernandes x Luxemburgo, quem é melhor?

 

No atual momento, Kleber Pereira é superior ao Alex Mineiro, e Marcio Fernandes, ao Luxemburgo.  No segundo turno a campanha do Santos no comando do Marcio mesmo sem a grana da Traffic é superior a do Palmeiras com Luxa, Traffic e esquema, e viva o Marcio!!!


 

Verdão encara o Santos em busca de pontos

 

Palmeiras vai à Vila Belmiro para seguir firme na briga pelo troféu de campeão. Santos tem seu trunfo na partida

 

Ainda sonhando com o pentacampeonato nacional, o Palmeiras fará seu último clássico paulista neste ano. O time vai encarar o Santos, na Vila Belmiro, que é outra equipe neste segundo turno: em 13 jogos, fez 23 pontos. Mais do que no primeiro inteiro, quando marcou apenas 17.

 

Para se manter na briga, o Palmeiras, que não está indo lá muito bem nas partidas fora de casa, terá que melhorar. Nos três últimos confrontos como visitante, o Verdão somou apenas dois dos nove pontos disputados. Foram dois empates sem gols - Náutico e Figueirense - e uma derrota por 3 a 0 - Fluminense.

Mas apesar do pequeno jejum, o torcedor palmeirense prefere lembrar do jogo do primeiro turno. No Palestra Itália, o Verdão dominou o rival e acabou vencendo por 4 a 2.

 

O Santos, que está na zona da Copa Sul-Americana, tem uma pequena escrita a seu favor. A última vitória do Palmeiras na Vila Belmiro foi no Brasileiro de 2004 (4a 0). O técnico do Peixe era Vanderlei Luxemburgo, agora palmeirense. De lá para cá, os dois times jogaram cinco vezes no estádio: foram três vitórias do Santos e dois empates.

 

Vanderlei Luxemburgo, que cobra melhor desempenho fora de casa, recebeu duas péssimas notícias na manhã de sábado. Ouviu dos médicos que Roque Júnior está vetado no domingo, devido às dores musculares, e soube que o pai de Marcos morreu às 6 horas da manhã. O goleiro seguiu imediatamente para Oriente, sua cidade natal e não irá jogar no última clássico do Verdão. Bruno entra e faz o primeiro clássico pela equipe.

 

O time, dessa forma, será escalado no 4-4-2 e a zaga será formada por Gustavo e Martinez, volante improvisado. Elder Granja volta na lateral, após se recuperar de uma lesão muscular.

 

No Santos, o técnico Márcio Fernandes torce pela recuperação dos volantes Rodrigo Souto e Roberto Brum, que desfalcaram o time no empate em 1 a 1 com o Sport, na Ilha do Retiro. Resultado que agradou ao comandante santista.

 

Além da possível volta dos dois jogadores, o Santos terá os retornos de Bida e Fabiano Eller, que estavam suspensos. O atacante Cuevas, que se recupera de dores na coxa direita, é outro que pode aparecer em campo. O único desfalque é o zagueiro Domingos, que levou o terceiro cartão amarelo.

- O Palmeiras é o favorito, por tudo o que está fazendo no campeonato. O Santos corre por fora e, com a ajuda da torcida, podemos sair com a vitória - prometeu o técnico do Peixe.


FICHA TÉCNICA:

SANTOS X PALMEIRAS

 

Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/hora: 2/11/2008 - 17h (Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)

 

SANTOS: Fabio Costa; Wendel, Adaílton, Fabão e Kléber; Rodrigo Souto, Roberto Brum, Dida e Molina; Kleber Pereira Cuevas. Técnico: Marcio Fernandes.

 

PALMEIRAS: Bruno; Leandro, Gustavo, Martinez e Elder Granja; Pierre, Jumar, Sandro Silva e Diego Souza; Kléber e Alex Mineiro. Técnico: Vanderlei Luxemburgo


Parabéns Umuarama pelo bicampeonato estadual de Futsal

 

 

O Naga/Zaeli/Penalty/Umuarama é o campeão paranaense de futsal de 2008. O título foi conquistado na noite deste sábado (01/11) com a vitória sobre o Ciagym/Maringá, pelo placar de 4 a 3. O empate já bastava ao time umuaramense, que mesmo assim ganhou a segunda partida decisiva e chegou ao bicampeonato estadual.


Esta foi a primeira vez que o Naga/Zaeli/Penalty/Umuarama conquistou o Campeonato Paranaense de futsal jogando em casa. A partida foi disputada no ginásio Amário Vieira da Costa, que estava completamente lotado. Mas de 4 mil torcedores lotaram as arquibancadas, empurrarando a equipe local à vitória, a segunda seguida na série decisiva sobre o Ciagym/Maringá.



Escrito por Luiz Caetano às 22h55
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   COMANDANTE

TORCEDOR SANTISTA, VOCÊ ACHA QUE O TÉCNICO MÁRCIO FERNANDES DEVE CONTINUAR NO COMANDO DO PEIXE EM 2009 ? COMENTE ...



Escrito por Luiz Caetano às 20h14
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   Sport 1 x 1 Santos

Kléber Pereira marca, e Santos empata com Sport no Recife

Na Ilha do Retiro, no Recife, o Santos empatou com o Sport, com gol do centroavante Kléber Pereira, por 1 a 1, nesta quinta-feira, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, a equipe paulista passou a somar 40 pontos. O time pernambucano, que assegurou vaga na próxima Taça Libertadores ao conquistar a Copa do Brasil-2008, possui 42 pontos.

Os dois times voltam a entrar em campo no domingo. O Santos faz o clássico com o Palmeiras, que está na briga pelo título, na Vila Belmiro. O Sport vai até Curitiba enfrentar o Atlético-PR.

No começo do jogo desta quinta, o Sport, mesmo sem pressionar fortemente a saída de bola do Santos, era a equipe que mais procurava chegar ao gol. O time paulista deixava o rival trocar passes na intermediária e tentava armar os contra-ataques, principalmente com Molina.

O placar foi aberto aos 30min pelo Sport. O atacante Roger foi derrubado por Adriano na área, e o árbitro Leonardo Gaciba anotou o pênalti. Fumagalli bateu bem e balançou as redes.

O lance animou a equipe da casa que continuou no ataque. No entanto, foi o Santos que conseguiu marcar e empatar a partida. Molina arrancou e chutou no alto. O goleiro Magrão espalmou, mas Kléber Pereira, no rebote, mandou a bola para o fundo do gol, aos 46min.

Assim como no primeiro tempo, o Sport começou a etapa final com uma postura ofensiva. E deu muito trabalho ao goleiro Fábio Costa. Aos 4min, Júnior Maranhão acertou uma bomba, mas o goleiro santista se esticou para fazer difícil defesa.

Em busca do segundo gol, o time pernambucano pressionou o Santos, que ficou acuado. Aos 13min, o Sport teve outra grande oportunidade ao mandar a bola no travessão.

O técnico Márcio Fernandes mexeu no Santos. Primeiro, ele tirou Adriano e colocou Fabão. Depois, substituiu Molina por Michael.

Se o Sport desperdiçou boas chances, o time paulista quase virou o placar com Kléber Pereira, duas vezes, aos 31min e aos 34min.

No final da partida, Fernandes colocou Adoniran no lugar de Róbson para reforçar a marcação, e o jogo acabou empatado por 1 a 1.


Para 2009, Santos quer discutir futuro de Márcio Fernandes

Santos (SP) - O Campeonato Brasileiro ainda não acabou, mas a diretoria do Santos mostra que está atenta com relação ao futuro do time e já tem algumas definições em vista para a próxima temporada. Dentre elas, a permanência de jogadores importantes do elenco e a continuidade do técnico Márcio Fernandes no comando da equipe são as prioridades.

Sem saber se irá ficar no clube para 2009, o treinador santista admitiu ter sido procurado por dirigentes do Peixe para que ele avaliasse a situação de alguns atletas do grupo atual. “Conversei sobre aqueles que estão no elenco. Fui consultado e passei a minha opinião sobre os jogadores que devem permanecer no Santos. Só isso”, declarou Fernandes, no último treino alvinegro antes do embarque para Recife.

Quanto à permanência de Márcio Fernandes no comando técnico do Alvinegro Praiano, o diretor de futebol santista, Adilson Durante Filho, revelou que com as negociações devem avançar nos próximos dias para um desfecho rápido. Tudo depende da volta do presidente Marcelo Teixeira, que estava na Europa, onde estava reunido com membros da Fifa.

“A renovação (com Fernandes) é uma de nossas metas. Vamos sentar e conversar sobre valores. Eu acredito que, nessa semana (a próxima), já possamos definir isso. Estávamos analisando vários assuntos, mas queríamos contar com a presença do nosso presidente”, contou o dirigente, em entrevista à rádio Record.

O diretor do time da Vila Belmiro aproveitou para dar o seu parecer sobre a situação de alguns atletas da equipe, cujos vínculos se encerram ao término deste ano. “Bida e Wendel nos interessam. Esforços não vão faltar, porém será necessário um investimento relevante para que eles permaneçam conosco”, disse.

Sobre Domingos e Fábio Costa, o dirigente limitou-se a dizer que a renovação está bem encaminhada. “O Domingos e o Fábio Costa querem permanecer. Faltam apenas detalhes financeiros”, resumiu Adilson Durante Filho.



Escrito por Luiz Caetano às 07h24
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   Alvinegro quer beliscar pontos fora e se garantir na Sul-Americana

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FICHA TÉCNICA:

SPORT X SANTOS

Estádio: Ilha do Retiro, Recife (PE)
Data/hora: 30.10.08 - 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)
Assistentes: Milton Otaviano dos Santos (RN) e José Antônio Chaves Franco Filho (RS)

SPORT: Magrão, Sidny, Igor, Durval e Dutra; Fábio Gomes, Júnior Maranhão, Moacir e Fumagalli; Carlinhos Bala e Roger. Técnico: Nelsinho Baptista.

SANTOS: Fábio Costa, Pará, Domingos, Adaílton e Kléber; Adriano, Wendel, Michael e Molina; Robinho e Kléber Pereira. Técnico: Márcio Fernandes



Escrito por Luiz Caetano às 06h24
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Pepinos & Jabuticabas - tempos e planos

 

Litoral Sul/SP: Ainda cedo, pouco mais das 07h10, ao acessar a via que circunda uma emblemática praia da cidade, o condutor atenta à origem da placa do carro, bem a sua frente, que transita em baixa velocidade, bem lenta, de São Paulo. Naquele sábado de sol, o turista paulistano e seus familiares contemplam um cenário digno de tela: a vastidão do mar azul no horizonte em contraste com o branco das espumas gerado pelas vagarosas ondas que se quebram à beira da praia. A pequena ilha, a fileira de grandes pedras. O cativante ambiente externo induzia à lentidão para que curtissem o olhar panorâmico. Estavam eles no “seu tempo”. Passados alguns segundos, pelo retrovisor vislumbra a aproximação rápida de um ônibus. Dado ao fluxo da mão inversa, a ultrapassagem naqueles poucos mais de mil metros não seria recomendável, quase impossível. O motorista que se aproxima tem pouco interesse na paisagem, ele prioriza a meta de cumprir o horário e atender a necessidade dos passageiros: funcionários de lojas, casas lotéricas e outros estabelecimentos comerciais submetidos, também, ao “chegar na hora”. O ambiente interno é de pressão. Querer ir mais rápido e o impulso de pisar mais fundo no acelerador faz com que ele acione a buzina. Ali, ao centro, o condutor mantém o mesmo ritmo e marcha. Ele também quer o seu “tempo”.

 

Superado o curto trajeto, as opções de caminhos foram distintas. No carro, a projeção se voltou para uma breve comparação com “os tempos” da próxima segunda-feira, na Capital. Lá, todas as pessoas parecem ter a mesma percepção do tempo. Querem chegar o quanto antes. Horários da rotina de trabalho e agendas a cumprir aguardam por elas. Nos períodos do rush, metrô e ônibus superlotados, trânsito intenso, motos que surgem do “nada” costuram e rasgam brechas em alta velocidade. Espaços disputados palmo a palmo, algo de extenuante. Os momentos de paradas forçadas são aflitivos; paisagens, riscos e perdas geram ansiedades, neuras e tormentos coletivos.

                                                                               

Lá na famosa Vila: O terceiro gol do Peixe, aos dezoito minutos do segundo tempo, frente ao Figueirense, enfim decretou o alívio esperado pela massa santista. Acrescendo mais três pontos na classificação, o time chegou a um momento na competição que na realidade não o faz se aproximar da glória de erguer a taça, sequer do consolo da classificação à Copa Santander Libertadores; mas por outro lado se distancia do “inferno astral” da zona de risco do rebaixamento. Fase oportuna para que sejam feitas análises críticas, levantamentos e pesquisas de reforços para o planejamento/2009.  Da atual temporada, somente pontos críticos, desempenho pífio e elevadas dívidas na praça assumem destaque no imaginário e na consciência de santistas que não adotam a visão de paisagem em relação às coisas do SFC. Querem o Peixe fortalecido!

 

 

Região Central/SP: No espaço rural do município de São Manuel, o senhor Kronos pilota o seu pequeno trator. As oscilações da Bolsa e a crise financeira do Mercado não alteraram a sua rotina (...ainda). Com a calma que lhe é peculiar, sem externalidades estressantes, ele orienta os antigos e fiéis empregados Prudêncio e Pancrácio nas ações de apoio e manejo do preparo da terra. No tempo apropriado vai semear pepino, a chuva de dias antes facilitou a tarefa. O tratorzinho está quitado, com o resultado da próxima safra planeja o produtor Kronos fazer reformas nas cercas, na casa e comprar uma moto para o filho. Cogita ainda que haja sobra para bancar parte do custeio da safra posterior. Se nenhuma tragédia climática acontecer, ele que semeou pepinos; vai colher pepinos, jamais jacuticabas! Enquanto isso, em paralelo, aquela arrojada, dinâmica e moderna administração de “padrão europeu” responsável por um potente clube de futebol do litoral paulista anunciou que os planos para 2009 estão em andamento. As minguadas receitas a serem obtidas na Copa Nissan Sudamericana (se a vaga for garantida)  serão insuficientes para a quitação das crescentes dívidas junto ao banco das 5 estrelas. Tem que contar, então, com o reforço de caixa pela venda de alguma peça importante do elenco. Conseguirá? Sei não, sei não, mas para as competições de 2009, com os planos dessa turma, lá vem pepino!          

 

 

PS: Coluna dedicada a um santista com o qual mantive bons embates virtuais nos fóruns do Fanáticos e de A Tribuna. Ele diferentemente do original adere aos princípios da república, não é chegado nessas coisas de realeza.  Vale registro o seu estilo cartesiano de exposição, pois sabe que “um grande boi se come aos bifes”. Ele dignifica o nick que incorporou do singular personagem histórico Machado de Assis.

 

 

 



Categoria: “Estórias de Arquibancada e Bar”
Escrito por Luiz Caetano às 23h55
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Cotado em Grêmio e São Paulo, Molina destaca confiança

Após sofrer com um período afastado da equipe por contusão, Molina começa a colher os frutos da nova fase vivida por ele e pelo Santos no Campeonato Brasileiro. Com três gols nas últimas quatro partidas, o colombiano reconquistou a condição de camisa 10 alvinegro e, de quebra, tem seu nome cotado para reforçar São Paulo ou Grêmio na próxima temporada.

Para o meia, o interesse de dois grandes clubes brasileiros no seu futebol é motivo de orgulho. "Para mim é uma satisfação. É gratificante você ver que está sendo sondado por times como Grêmio e São Paulo, ainda mais pelo fato de eu ser um estrangeiro atuando no Brasil. Isso é sinal de que estou fazendo coisas boas por aqui", disse.

No entanto, o jogador garante estar com a sua cabeça voltada para o Santos, clube onde pretende seguir por muito tempo. "É bom chamar a atenção de outras equipes. Mas, como tinha dito, estou muito feliz aqui. Ainda tenho dois anos de contrato e não pretendo sair tão cedo", afirmou.

"Estou adaptado e pretendo fazer tudo o que for possível para que possamos recuperar o tempo perdido no primeiro turno e classificarmos para a Sul-Americana", emendou.

Com 45 jogos e 12 gols marcados, Molina tem os seus direitos federativos divididos em três partes. A maior delas, de 34%, pertence ao clube santista. Os outros 66% estão divididos igualmente (33% para cada) entre o empresário Delcir Sonda e o Deportivo del Valle, do Equador.



Escrito por Luiz Caetano às 19h38
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Análise do jogo

 

Chumbo trocado, o Peixe estabilizado

O Peixe devolveu o dissabor do resultado vivido no primeiro turno do brasileirão/2008 ao bater, nesse sábado,25, o Figueira na Vila Belmiro. Distribuindo dois gols na primeira e mais um na segunda etapa o prato da vingança foi servido a frio, como recomenda o figurino. O gosto ficou mais amargo para o pessoal de Floripa porque o time sulista volta a ficar bem próximo da zona de degola. Enquanto isso, o Santos fincou posição no intervalo médio da tabela de classificação. O placar de 3X0 ficou de bom tamanho em relação ao desempenho das equipes no campo de jogo.

 

 

A Vila e arredores, momentos antes

Sem a necessidade do segundo turno eleitoral no município, a cidade ficou mais “leve”, pois inexistia no ar a tensão do choque de opiniões. De especial para a partida, a torcida santista carregava duas motivações: ver o time escapar de vez da incomoda zona de rebaixamento e curtir a vingança pela derrota sofrida no jogo de ida. Apesar do clima indefinido, do chove ou não chove a torcida compareceu em bom número e fez festa no Alçapão. Uma vez que o resumo da ópera poderia ser resumido na seguinte frase: Ao vencedor o acesso ao degrau da tabela em que é possível olhar para baixo e afirmar “pra lá não volto mais”. Ao perdedor a batata quente do risco de reaproximação do inferno astral do G4 debaixo.

 

 

Fazendo a Figueira balançar

No primeiro tempo, ao adotar a postura de ir para o jogo, ao invés de usar a retranca a fim de evitar levar pressão e abafa do Peixe, o Figueirense foi quem tomou maior iniciativa ofensiva. A rigor, até os trinta primeiros minutos de jogo, o time santista não tinha produzindo lances que levassem perigo ao adversário. Foram os catarinenses que, aos 26 minutos, tiveram a maior oportunidade de gol. Fábio Costa ao defender a penalidade contribuiu para despertar o time. Que se viu motivado a buscar a vitória. O primeiro gol de Molina, aos 38, foi antecedido de uma boa troca de passes na grande área, mas a chegada da bola ao meia do Peixe foi acidental, ele demonstrou oportunismo. Logo a seguir, trabalhando com melhor qualidade e impondo um ritmo mais veloz; em belo estilo e com categoria o camisa 11, Bida ampliou a vantagem. Valorizando um precioso levantamento de Rodrigo Souto. No segundo tempo, os santistas perderam várias chances de gol. O domínio do time foi bem superior, compensado por um lance de bola parada, em que aos 18 minutos Rodrigo Souto aproveitou bem o escanteio que Molina cobrou e num voleio rasteiro consolidou o triunfo do Peixe. A partir dali, o mexe-mexe dos técnicos muito pouco acrescentou à partida.

 

Quem viu, quem ouviu; balão subindo balão, balão descendo

O lado pitoresco do evento correu por conta da tentativa de se fazer cumprir a lei. Ora a lei. Os atletas buscavam o posicionamento no gramado, o árbitro já se preparava para dar início ao jogo. A maioria das mais de 12 mil pessoas colocou-se de pé ao ouvir o serviço oficial de informação: - “E agora vamos à execução do hino nacional”. Seguiram-se alguns brevíssimos acordes e pluft Cancela! Vamos ao jogo. Jogo que pela quantidade técnica de Bida aqui, Molina ali, Souto acolá até que contou com alguns lances interessantes. No mais, esteve repleto de “bumba meu boi”, ou seja, chutões para todos os lados, principalmente para cima. Ao presenciar lances tão grotescos, eu pensava: - È! Essa moçada que nos blogs pergunta quem era ou quem foi Ramos Delgado está “super certa” . Tem total razão, o futebol atual está anos luz à frente, na qualidade e no talento. (Marinho Perez, Djalma Dias, Calvet, Mauro e o tal de Ramos Delgado eram do tempo que amarravam cachorro com lingüiça sim. Quando muito eles seriam ilustres reservas dos espetaculares Domingos, Fabiano Eller, Adailton e Fabão).

 

 

A soma dos quadrados dos catetos

Do ponto de vista tático e técnico, partam os comentários dos áulicos de plantão, dos analistas pasteurizados que tanto abundam na mídia, ou até de ácidos críticos o denominador comum será que a supremacia santista nessa partida foi construída a partir do meio de campo. Roberto Brum, Rodrigo Souto e Bida formaram um triângulo que funcionou a contento. Na ótica daqueles que associam o desempenho ao efeito e a plasticidade o “craque do jogo” foi Bida. Mas sem dúvida o impulso psicológico da arrancada teve também outro nome, ou melhor, as mãos de Fábio Costa.

 

 

O quadrado da hipotenusa                               

De igual forma, se pelo conjunto da obra tivermos que valorizar quem carregou cimento, deu força lá na cozinha, carregou o piano e arrumou a sala, municiando ao ataque e fazendo gol, há que se destacar o Rodrigo Souto. Não, não se tenha o ufanismo e a ilusão de que esse triângulo é a espinha dorsal de um grande time. À luz da realidade, sabemos que não. Mas, esse jogo serviu para mostrar a comunidade santista que para ganhar de adversários médios ou fracos, o time não fica refém somente dos gols de Kléber Pereira.    

 

- Do enviado especial: Alvinegro de Ita



Categoria: "ANALISE DO JOGO"
Escrito por Luiz Caetano às 07h47
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