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Ficha técnica: Botafogo 0 x 1 Santos
Com gol de Molina, Peixe volta a vencer fora de casa contra Bota
 Do correspondente Rodrigo Martins
O Santos voltou a vencer fora de casa neste sábado pelo Campeonato Brasileiro. Enfrentando o Botafogo, no Engenhão, o Peixe mostrou que está deixando para trás o fantasma do rebaixamento ao superar a equipe carioca. O gol marcado pelo meia Molina decretou o segundo triunfo dos paulistas longe de casa, que não venciam uma vitória fora da Vila Belmiro desde 30 de julho, quando o Peixe bateu o Internacional, por 1 a 0.
Com o resultado, o Santos se afastou da zona do rebaixamento, se consolidando na 13° posição, com 36 pontos, dentro do grupo dos times que estariam classificados para a próxima Sul-americana. O Botafogo permanece na sexta colocação, com 46 pontos.
Na próxima rodada, os dois clubes voltam a jogar no sábado. O Botafogo vai até Minas Gerais, onde encara a partir das 16 horas, encara o Ipatinga. Já o Santos recebe o Figueirense, às 18h20 (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Para este compromisso o Peixe não poderá contar com o lateral Wendel, que recebeu o terceiro cartão amarelo e cumpre suspensão automática.
O jogo – A partida começou com as duas equipes se estudando bastante. A primeira chance de gol surgiu por parte dos visitantes. Aos 13 minutos, Bida puxou o contra-ataque e tocou para Rodrigo Souto, que deixou Lima na cara do gol. O substituto de Kléber Pereira chegou a driblar o goleiro Renan, mas mandou a bola por cima do gol na hora da finalização.
Recuperado do susto, o Botafogo resolveu incomodar Fábio Costa. Com 16, Thiaguinho tabelou com Carlos Alberto e cruzou para Wellington Paulista. O centroavante do time carioca bateu para boa defesa do arqueiro santista. No minuto seguinte foi a vez de Renan trabalhar, espalmando um chute forte de longa distância do volante Bida.
A partida continuava equilibrada, com as duas equipes dando trabalho aos goleiros. Aos 21, Wellington Paulista limpou a marcação e finalizou para mais uma defesa de Fábio Costa.
O Peixe não se intimidou e respondeu aos 29. Wendel cruzou na medida para Lima, que antecipou a chegada do zagueiro e de carrinho quase marcou o primeiro gol do time da Vila Belmiro. Renan, demonstrando ter bastante reflexo, desviou pela linha de fundo.
Iguais no placar, Botafogo e Santos viram dois seus principais atletas deixarem o campo contundidos. Pelos cariocas, Lúcio Flávio sentiu uma lesão muscular, dando lugar ao centroavante argentino Zarate. Do lado santista, Nelson Cuevas teve um problema no músculo adutor na coxa direita. O meia Róbson entrou na vaga do avante paraguaio.
Aos 44 minutos, a última chance do primeiro tempo. Thiaguinho levantou a bola na área e mais uma vez Wellington Paulista apareceu para finalizar. De cabeça, o centroavante botafoguense exigiu uma grande intervenção de Fábio Costa, que mostrou estar totalmente recuperado da contusão que o afastou durante três meses dos gramados.
Na volta do intervalo, a primeira chance foi dos donos da casa. Aos 11, André Luiz subiu sozinho e cabeceou ao lado do gol. O Peixe não demorou para responder. Três minutos após, Kléber encontrou Róbson na entrada da área. O meio-campista bateu fraco, no meio do gol, para defesa de Renan.
Vendo o time da Vila Belmiro controlar as ações no meio-campo, o técnico Ney Franco colocou Fábio no lugar de Wellington Paulista procurando reequilibrar a posse de bola. O Santos continuava jogando melhor e criava boas oportunidades para fazer o gol. Aos 26, os santistas chegaram lá. Molina bateu com precisão uma falta na lateral, encobrindo Renan e anotando o seu quarto tento na competição.
Agüentando a pressão dos cariocas, o Peixe ainda teve algumas chances de marcar o segundo gol, com o atacante Lima e o meia Róbson, porém o placar permaneceu inalterado até o apito final do árbitro.
Ficha técnica: Botafogo 0 x 1 Santos
FICHA TÉCNICA BOTAFOGO 0 X 1 SANTOS
Local: Estádio Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ) Data: 18 de outubro de 2008, sábado Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS) Assistentes: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Carlos Berkenbrock (SC) Cartões amarelos: Renato Silva e André Luiz (Botafogo); Wendel, Domingos e Roberto Brum (Santos) GOL: SANTOS: Molina, aos 26 minutos do segundo tempo
BOTAFOGO: Renan, Thiaguinho, Renato Silva, André Luiz e Triguinho; Túlio, Diguinho, Lucio Flavio (Zarate) e Carlos Alberto (Marcelinho); Jorge Henrique e Wellington Paulista (Fábio) Técnico: Ney Franco
SANTOS: Fábio Costa; Wendel, Domingos, Adaílton (Fabão) e Kléber; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Bida (Pará) e Molina; Nelson Cuevas (Róbson) e Lima Técnico: Márcio Fernandes
Escrito por Luiz Caetano às 22h24
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DEIXE SEU PALPITE
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BOTAFOGO 0X1 SANTOS
Transmissão
Sportv e Premiere
FICHA TÉCNICA BOTAFOGO 0X1 SANTOS
Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ) Data: 18 de outubro de 2008, sábado Horário: 18h20 (de Brasília) Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS) Assistentes: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Carlos Berkenbrock (SC)
BOTAFOGO: Renan, Thiaguinho, Renato Silva, André Luiz e Triguinho; Túlio, Diguinho, Lucio Flavio e Carlos Alberto; Jorge Henrique (Wellington Paulista) e Leandro Zárate Técnico: Ney Franco
SANTOS: Fábio Costa; Wendel, Domingos, Adaílton e Kléber; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Bida e Molina; Nelson Cuevas e Lima Técnico: Márcio Fernandes
Veja abaixo a lista dos relacionados por Márcio Fernandes:
1 - Adaílton (zagueiro) 2 - Bida (volante) 3 - Cuevas ( atacante) 4 - Dionísio (volante) 5 - Domingos (zagueiro) 6 - Douglas (goleiro) 7 - Fabão (zagueiro) 8 - Fábio Costa (goleiro) 9 - Fábio Santos (lateral-esquerdo) 10 - Kléber (lateral-esquerdo) 11 - Lima (atacante) 12 - Molina (meia) 13 - Pará (lateral-esquerdo) 14 - Roberto Brum (volante) 15 - Róbson (meia) 16 - Rodrigo Souto (volante) 17 - Tiago Luís (atacante) 18 - Wendel (lateral-direito) 19 - Wesley (atacante)
Sem coletivos, Márcio Fernandes consegue reerguer o Santos
O Santos é outro desde a efetivação do técnico Márcio Fernandes no comando. Pelo menos essa é a opinião dos jogadores do Peixe. Privilegiando trabalhos de posicionamento e toque de bola, o comandante conquistou a confiança dos atletas e os resultados apareceram dentro do campo. Com Fernandes, os santistas saíram da zona do rebaixamento e atualmente ocupam a 13° colocação do Campeonato Brasileiro.
”O time está jogando bem e isso só está acontecendo porque os treinamentos do Márcio (Fernandes) estão surtindo muito efeito. O professor faz muitos treinos de posse de bola (em espaço reduzido) e isso ajuda muito nos jogos. Contra o Grêmio, mesmo com toda aquela pressão, trocamos passes como uma equipe que já atua há dois, três anos junta. Vamos nos dedicar para repetir isso contra o Botafogo”, disse Roberto Brum.
Para o comandante santista, era necessário privilegiar trabalhos técnicos e táticos em detrimento do coletivo para reequilibrar à equipe. “Os coletivos não foram abolidos. Só que quando a casa está suja não adianta jogar a sujeira pra debaixo do tapete. Procuro posicionar o time da maneira que acho correta e às vezes, em um coletivo, o setor que você quer ajustar participa duas, três vezes. No futebol, tudo é repetição. Por isso fazemos este trabalho específico”, destacou Márcio Fernandes.
Outro aspecto destacado pelo treinador é a harmonia dentro do elenco. “O ambiente está bom. Muitas vezes os jogadores participam dos treinamentos e ainda ficam no campo depois que a atividade acabou. Quando a coisa está ruim, os atletas chegam tarde e vão embora logo após o treino. Os grupos que eu comando tem essa alegria. Aprendi isso com o Cilinho e sempre procuro colocar em prática por onde eu passo”, comentou.
Segundo Roberto Brum, este tipo de situação só é possível quando há total confiança no trabalho do técnico. “O Márcio Fernandes é uma pessoa justa, que procurar dar oportunidade para todo mundo. Por isso procuramos nos dedicar e fazemos tudo que ele passa para a gente. Se precisar bater a cabeça na trave acho que nós faremos”, concluiu, em tom de brincadeira.
Escrito por Luiz Caetano às 17h07
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Com Fábio Costa, Adaílton e Lima no time, Márcio Fernandes confirma o Peixe
Com Fábio Costa, Adaílton e Lima no time, Márcio Fernandes confirma o Peixe
O técnico Márcio Fernandes, do Santos, confirmou nesta quinta-feira a escalação da equipe para o confronto contra o Botafogo, sábado, às 18h20m (horário de Brasília), no Rio (assista ao vídeo ao lado). As novidades serão jogadores que não aparecem na equipe há algum tempo. O goleiro Fábio Costa, o zagueiro Adaílton e o atacante Lima estão entre os titulares santistas.
Fábio está de volta após três meses afastado por causa de uma lesão muscular na coxa esquerda. O período de afastamento de Adaílton foi bem maior. Ele sofreu lesão no joelho direito e não atua desde fevereiro. O zagueiro fica com a vaga de Fabiano Eller, que está suspenso. Já Lima entra no lugar Kléber Pereira, que também cumpre gancho. Lima jogou pela última vez contra o Ipatinga, dia 20 de agosto.
- O Fábio Costa, pela história que tem no clube, tem toda a nossa confiança. Ele treinou bem, não sentiu nada e vai jogar. Já o Adaílton treina mais para jogar pelo lado esquerdo, que é a posição do Eller. Eu também testei o Fabão por esse lado, mas a princípio a idéia é jogar com o Adaílton. O Lima é um jogador que tem as mesmas características do Kléber Pereira - explica Márcio Fernandes, justificando suas escolhas.
Tabela Dinâmica: simule os resultados e veja onde o Santos pode chegar
Atacante Robinho assina documento e Santos se livra de prejuízo
O Santos já tem a assinatura do atacante Robinho e vai encaminhar à Fifa a documentação para garantir o recebimento integral dos cerca de R$ 5 milhões, referentes a 4,5% da venda do atacante do Real Madrid para o Manchester City. Como clube formador, o Peixe tem direito a lucrar com a primeira transferência internacional do atleta.
O Alvinegro corria o risco de perder R$ 900 mil porque o órgão que comanda o futebol mundial não reconhecia a passagem do jogador pela categoria sub-13 do Peixe. Dessa forma, o clube perderia o valor referente a dois anos de formação. Robinho chegou à Vila aos 11 anos, mas a documentação apresentada pelos santistas, de acordo com a Fifa, não comprova o vínculo do jogador com o Santos nos dois primeiros anos (dos 11 aos 13).
O gerente jurídico do Santos, Mário Mello, aproveitou a passagem de Robinho pelo Rio, para jogo da seleção brasileira, na última quarta-feira, para colher a assinatura do jogador, que reconheceu ter chegado ao Peixe aos 11 anos. Dessa forma, o clube alvinegro espera receber o valor integral.
Escrito por Luiz Caetano às 17h59
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A arte de se equilibrar em duas canoas ao mesmo tempo
A arte de se equilibrar em duas canoas ao mesmo tempo
Adverte certo ditado popular que aquele indivíduo que costuma manter os pés em duas canoas, mais propriamente um pé em cada uma delas, tende a cair. Na água, naturalmente, menos mal, a não ser que jacarés ou piranhas estejam esperando o acontecido. No meu caso específico, o banquete não serviria a tantos, uma vez que sou daqueles que escreve “em carne e osso”, com proporção maior ao “osso” do que à “carne”. Onde quero chegar com minhas canoas de difícil controle, cada uma querendo escapar para um lado, enroscar na margem, em raízes de mangue, aguapés, precipitar-se na cachoeira ou, ainda, desbravar bandeirante a História maiúscula, subindo e descendo o rio, em imprecisa terceira margem?
Tomando metaforicamente o rio como a vida, escolhemos embarcações para cruzá-lo(a), dentro de nossos próprios recursos. Uns nascem em embarcações suntuosas, outros em chalanas eficientes, outros em pequenas jangadas e há aqueles, ainda, que nascem dentro d’água, prontos a se afogar caso não aprendam a nadar em dez segundos. Mas há uma ordem, imperativa, que não vem de nós, vem do rio: atravesse-o, cruze-o, suba ou desça; não há nada além do rio. O rio. Pela ordem dada, procuramos barcos, melhores meios de viver nas águas, ilusoriamente domá-las. Mas nossos barcos às vezes afundam. Outras vezes somente começam a fazer água, a juntar musgo, a apodrecer. Trocamos de barco, em busca de navegação mais segura. Mas voltamos ao barco antigo: o novo não navega tão veloz, está cheio de gente, não há remos, não foi quitado. Ou por saudade. E ficamos trocando de barco, pegos às vezes com os pés em canoas diferentes, a ponto de cair na água...
Essas canoas são emprego, família, estudos, lugares a se viver... Enfim, tudo o que nos define um rumo na vida/rio. O sonho de todo navegante é um grande barco luxuoso, capaz de acolher bem a todos e seguir rumo certo e tranqüilo do início ao fim. Mas quem nasce em canoas, deve tentar conciliá-las, pois deverá levá-las caso tenha vários gostos e objetivos.
Em uma dessas canoas pus um objetivo, um curso de mestrado, na área de latim (afluente estreito, mas também muito calmo). Fui estudar Ovídio, suas Metamorfoses, sobretudo a essência do mito, como ele se manifesta e se mantém. Mas quando, nessa canoa, eu começava a pensar em Idade do Ouro, Prometeu ou Jesus Cristo, os chamados “mitos recorrentes”, que se alimentam da esperança do retorno (só é mito porque aconteceu, acontece e acontecerá), lembrei-me de outra canoa, que tinha ficado um pouco de lado enquanto eu dava maior atenção à canoa abarrotada de livros: a canoa do Santos Futebol Clube. Essa eu tomei aos nove anos de idade, ela tem até o meu cheiro já, e o meu nome escrito com canivete em um cantinho. Tentando mostrar às canoas que poderiam navegar juntas, convenci a canoa santista de que o mito recorrente que eu estudava na outra canoa tinha tudo a ver com ela, e convenci a outra, um pouco esnobe e erudita, que a canoa santista também tinha tudo a ver com os deuses... Foi assim que eu segui com as duas canoas obedientes, tomando o mesmo curso, um pé em cada uma, sem risco de cair.
É característica do mito a recorrência, como eu já disse há pouco. Ele não é passado. No passado ele não é vivo. O mito está acontecendo, sempre. Jesus Cristo prometeu voltar. E Prometeu, o de mesmo nome do verbo, tem seu fígado todos os dias sendo devorado pela ave, e torna a crescer, e torna a ser devorado. Sísifo empurra eternamente uma pedra por um penhasco. Quando chega ao topo, a pedra volta a cair, e ele empurra novamente a pedra, eternamente... Atlas segura o mundo. Um segundo de descuido, e o mundo cai. Os antigos acreditavam nisso, era uma crença em coisas do presente, não do passado. Zéfiro, o deus-vento brando, perseguia Flora (não a da novela, mas a deusa da primavera), para fecundá-la, a cada início da estação das flores. Era o mito acontecendo, ano a ano, sem falhar. As histórias estavam no passado, mas o que garantia (e garante até hoje) a crença dos povos é a recorrência desses mitos, não o aconteceu, mas o estar acontecendo.
Vejo a canoa santista se desviar um pouco da rota, mas tão rápido quanto uma descida ao ataque do lateral Léo, puxo ela de volta: o passado santista é mítico. Há deuses. Um panteão. Feitiço, Araken Patuska, Antoninho, Zito, Jair Rosa Pinto, Pepe, Toninho Guerreiro, Pagão, Coutinho, Carlos Alberto Torres, Gilmar dos Santos Neves, Mauro Ramos de Oliveira, Cejas, Cláudio, Manga, Rodolfo Rodrigues, Dorval, Clodoaldo, Edu, Mengálvio, Juary, Pita, Giovanni, César Sampaio, Maldonado, Renato, Elano, Diego, Ricardinho, Deivid, Alex, Fábio Costa... Deuses maiores, deuses menores, como convém às crenças míticas. Mas chefiados por Pelé, o deus do trovão. Do chapéu, do drible, do gol, do título, da lenda. O deus do futebol.
A primeira vez que vi a recorrência do mito se manifestar, da canoa santista, foi em 1995. Eu, santista sofredor, ao contrário de Tomé acreditava sem ver, já que não tinha visto em ação os deuses grandes, não tinha visto títulos, não tinha visto nada, esporadicamente um deus menor, que não chegava a ser um silfo, uma ninfa, um Almir, um Guga, no máximo esses milagrezinhos que se aproximavam mais de truques de mágica... Pois apareceu Giovanni. Quando se tornou o melhor jogador em atividade no país, em época que por aqui havia grandes, como Rivaldo, por exemplo, logo veio a comparação com Pelé. Em um jogo contra o Juventus, na Vila, que o Santos ganhou por 2 a 0, Giovanni quase fez um golaço, driblando de forma humilhante vários adversários. Mas não fez o gol, perdeu. O comentarista logo disse: “a diferença é essa, se fosse Pelé, faria o gol”. Sete anos depois, surgiu Robinho. Mais jogador que Giovanni (mais jogador até que Maradona, e aqui puxo a sardinha pra dentro da minha canoa), também logo se tornou o melhor jogador do país. Deu ao Santos o posto de melhor clube do Brasil, como Pelé; deu ao Santos títulos, como Pelé; fez golaços pelo Santos, como Pelé; mostrou habilidade incomum, que pairava acima da mediocridade, como Pelé; era negro, como Pelé; surgiu garoto das categorias de base santistas, como Pelé; humilhou e não perdeu sequer um jogo para o Corinthians, como Pelé. A comparação era inevitável. Surgia o novo “Pelezinho” na Vila. Era o mito acontecendo novamente...
Se Giovanni foi comparado a Pelé, quando saiu para o Barcelona logo apareceram outros “futuros Giovannis”. Arinélson foi um deles... Era a recorrência do mito, a espera de um novo Giovanni (“o messias”, não por acaso)... Se um suportou a sombra de Pelé, os outros teriam de suportar a sua sombra... Robinho foi para o Real Madrid. Logo surgiram os “novos Robinhos”: Renatinho, Wesley... Agora as fichas se depositam em Neymar. Eu não viajava na canoa santista ainda nessa época, mas imagino que nos anos 70 devam ter surgido “novos Pelés” a cada ano ou dois, quando o rei parou de jogar. Mas apesar de termos mais decepções do que alegrias com isso, uma vez que a maioria dos “novos alguma coisa” sequer servem para titulares do Santos, devemos aceitar, afinal faz parte do mito e de sua recorrência: Pelé voltará, Giovanni voltará, Robinho voltará... Em cada jogador que mostrar um mínimo de semelhança, seja no tal ‘branco dos olhos”, eles eternamente voltarão, já que Giovanni e Robinho só surgiram porque houve Pelé e o próximo surgirá porque houve Robinho, a ordem é essa, a ordem do mito. O canoa santista conduz aos reinos celestes, eis sua peculiaridade. Sem saber, era o mesmo caminho da outra canoa...
Epílogo:
Vou com a canoa santista, pelo Canal 1 (levo junto a outra. Serão a mesma canoa?). Aporto/apeio (pois trato tão bem a canoa como se fosse um amigo cavalo, mas não chamo de Rosinha, que não seria original) em Vila Belmiro. A placa que tenho em mãos, com uma máxima escrita, prego na entrada do estádio Urbano Caldeira:
A MÁXIMA
Eis a máxima o que é:
cada novo negrinho será Robinho,
todo novo Robinho será Pelé.
E acabo a história.
Marcus Vinícius Benites é professor de Língua Portuguesa da rede pública estadual, mestre em Estudos Literários e viajante permanente na canoa santista. Dedica este texto ao nobre Alvinegro de Itá, que o estimulou com suas crônicas e lhe serviu de guia-amigo na maravilhosa Itanhaém, local da foto abaixo, que mostra navegante, embarcação e viagem (além de chapéu ridículo, é claro).
Escrito por Luiz Caetano às 22h41
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Márcio Fernandes vai usar jogo-treino para definir Santos
Márcio Fernandes vai usar jogo-treino para definir Santos
SANCHES FILHO - Agencia Estado
O Santos que enfrentará o Botafogo, sábado, no Engenhão, no Rio, deve ser definido no jogo-treino contra o Paulista, nesta quarta-feira, no CT Rei Pelé. O técnico Márcio Fernandes deve fazer experiências com Fabão e Adaílton no lugar de Fabiano Eller, que cumprirá suspensão pela expulsão contra o Grêmio, e não está descartada a possibilidade de Rodrigo Souto ser improvisado como terceiro zagueiro para dar qualidade à saída de bola da defesa para o ataque.
"O professor ainda não conversou com o grupo sobre o que pretende fazer para substituir os jogadores ausentes. Se ele achar que é necessário que eu atue mais recuado, estou à disposição", avisou o volante, após o treino técnico desta terça-feira, no CT Rei Pelé.
O técnico santista pediu a marcação do jogo-treino contra o Paulista por achar temerário escalar a equipe com base em testes com Fabão, Adaílton, Lima, Wesley, Tiago Luís em um coletivo em que os jogadores se conhecem e evitam divididas. A princípio, ele deve escalar Adaílton ao lado de Domingos, deixando Fabão, que não foi bem diante do Goiás, como segunda opção. Se não sentir confiança nos dois, deve escalar um deles, por exclusão, e acrescentar Rodrigo Souto à zaga.
Substituir o centroavante e artilheiro Kléber Pereira não é tarefa fácil. Se Fernandes optar pelo caminho mais simples escala Lima, que ainda não fez um gol sequer no Campeonato Brasileiro. Também são candidatos à vaga o atacante Tiago Luís e os meias Robinho e Wesley.
Outro que vai ser testado no jogo-treino é o goleiro Fábio Costa, que está sem jogar há 18 jogos porque se contundiu no dia seguinte ao jogo contra o Botafogo, na Vila Belmiro, no dia 13 de julho.
Recuperado, Róbson agora quer titularidade
Meia-atacante do Santos deve ser relacionado para a partida contra o Botafogo
Depois de duas lesões e de tentativas frustradas de retorno, o meia-atacante Róbson está próximo de fazer sua reestréia no Santos. Ele garante estar bem fisicamente e pronto para ser relacionado para uma partida.
Em entrevista exclusiva ao LANCENET!, o jogador revela o drama que viveu nos últimos quatro meses e a expectativa de voltar a campo no próximo sábado contra o Botafogo, no Engenhão.
Robinho reconhece que a culpa por ter sofrido seguidas lesões na mesma coxa esquerda é dele. O jogador chegou a mentir ao então técnico Cuca dizendo que estava bem e que ia para o jogo. Ele garante que não houve pressão para sua volta e que só jogou machucado para ajudar seus companheiros que lutavam contra o fantasma do rebaixamento.
Recuperado, enfim, ele vê o constante revezamento entre Molina e Michael na armação das jogadas da equipe como a chance de tentar se firmar na equipe titular.
Leia a seguir a íntegra da entrevista.
LANCENET!: Quais são suas condições físicas. Você se sente preparado para ajudar a equipe, que ainda se encontra numa situação delicada na tabela?
ROBINHO: Estava fazendo um treinamento físico separadamente na academia, para fortalecer minha perna. Agora estou bem, 100% fisicamente. Fiz trabalhos e testes físicos e fui aprovado. Há duas semanas venho treinando com bola e não sinto dor nenhuma. Estou pronto para se relacionado para a partida
L!: O meias Molina e Michael não atravessam uma boa fase. Tanto que eles têm se revezado na armação das jogadas. Essa pode ser a sua chance de mostrar serviço?
R.: Essa vaga ainda está em aberto. Vou buscar um lugar na equipe, ajudando meus companheiros nos treinamentos e nos jogos. Eu sou novo, mas acho que tenho condições de ser titular e vou trabalhar para isso.
L!: Em três jogos pelo clube, você teve duas rupturas no músculo da coxa esquerda. Como começou esse calvário?
R.: Foi uma lesão grave. Rompi o músculo duas vezes no mesmo lugar. No meu primeiro jogo, contra o Fluminense, o quadril do Junior César bateu na minha perna, foi tipo uma “paulistinha”. Ficou dolorido. Mas eu não falei nada para ninguém e continuei treinando. Foi quando forcei e tive uma contratura. Tratei por alguns dias, voltei a treinar e, mais uma vez, senti dores. Fui para o jogo contra o Botafogo bem, me sentindo recuperado, mas acabei rompendo o músculo da coxa esquerda. Fiquei mais de um mês tratando, fortalecendo a perna. Como não sentia mais nenhum incômodo, fui para o jogo contra o Ipatinga e rompi novamente o mesmo músculo.
L!: Houve algum tipo de pressão para que você voltasse a atuar e enfrentasse o Botafogo, já que o time se encontrava em péssima situação no Campeonato Brasileiro?
R.: Não houve pressão. Eu quis jogar. O time não estava numa fase boa, vinha de derrotas e na zona do rebaixamento. Cuca (então técnico do Santos) me perguntou como eu estava, e eu menti, dizendo que estava bem. Mas na verdade eu ainda sentia a lesão. Eu achei que fosse superar a dor, mas só consegui agravá-la. Entrei no jogo, mas, infelizmente, não consegui desenvolver o meu futebol.
L!: Na época, a comissão técnica chegou a conversar com você na tentativa de antecipar o seu retorno?
R.: Não. A única coisa que falaram é que eu estava demorando para ficar bom. Então fiquei com aquilo na cabeça. Eu tinha que ter paciência para me tratar direito, mas a vontade de voltar e ajudar os meus companheiros acabou me prejudicando.
L!: Como foi enfrentar as sucessivas lesões e o fato de que tão logo chegou num grande clube e teve uma oportunidade, você se machucou?
R.: Foi um período complicado. Fiquei muito triste. Tenho que agradecer a minha família e a minha namorada, que me ajudaram bastante. Era a maior chance da minha vida. Mas com o que aconteceu, estou mais maduro. Tenho consciência que agora sim é o momento certo de eu voltar.
L!: Foi a sua primeira lesão na carreira?
R.: Nunca tinha me machucado. Uma vez eu senti as costas e fiquei uma semana parado, mas porque fiquei todo travado. O fato de ter sido a primeira tornou tudo mais difícil, porque eu demorei para assimilar o que estava acontecendo. Roberto Brum, Cuevas e o Rodrigo Souto conversaram bastante comigo e me ajudaram bastante. O Fábio (Costa, goleiro) sofreu a mesma lesão e conversou muito comigo. São caras que me ajudaram bastante, conversaram muito comigo.
LNET!: Apesar de ter feito poucas partidas, você deixou uma boa impressão para a torcida do Peixe. Os torcedores podem esperar mais do Róbson?
R.: Com certeza. Eu não tive uma seqüência de jogos para que eu pudesse pegar ritmo e conhecer bem a equipe dentro de campo. Eu me machuquei logo no primeiro jogo, e depois voltei quando ainda não devia. Com um bom condicionamento físico e uma oportunidade no time, tenho certeza de que vou ajudar os meus companheiros e contribuir muito com o time.
Escrito por Luiz Caetano às 13h55
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"Estórias de Arquibancada e Bar"
Mancha na camisa – prejuízo em cascata -

Uma preciosa coleção

De cor predominantemente preta, são quatro; cinza uma; listradas três (décadas de 80/90 e 2004); brancas cinco (retrô, comemorativas, 2002 e 2007). Camisas do Peixe de valor simbólico intangível, fetiche motivado pela paixão maior. Coleção que se completa com cuecas, meias e toalha.
Tudo sob controle
Semana tranqüila, sem qualquer alteração na rotina. Tudo correu conforme o programado, assim foi possível antecipar a descida para Itanhaém, na sexta-feira, logo após o almoço. Não sem antes dar uma passada no Sebo e comprar Tereza Batista Cansada de Guerra, com a finalidade de revisitar um rico cenário, rever um estilo. Na memória a lembrança das impressões da primeira leitura: Jorge Amado carrega no verbo e se esmera na criação do ambiente. Como escrevia palavrões, eu achava que aquele baiano não saía da zona.
Choque e revolta
O impacto visual teve o efeito de uma facada. No varal, o manto branco com uma mancha logo abaixo do escudo. - PQP, Porra! Esbravejei. Em casa somente a filha. A mulher no trabalho, a empregada já cumprira a sua jornada. Cheguei por volta das 17:00 em Itanhaém, a Denise me relatou os detalhes da “tragédia”, um descuido da empregada. Pronto, o bom humor e a expectativa do fim semana sem stress escafedeceu-se. O sentimento de revolta, tão logo a patroa chegou, fez com que eu registrasse o BO. Ela, também exausta, não deu maior importância: - Deixa isso de lado! Compra outra, fica difícil descontar do salário da Joana. Essas coisas acontecem. Para não dar amplitude ao problema concordei, mas falei: - Amanhã dou um jeito nisso. Vou tirar essa mancha e lavar novamente todas as roupas do Santos e deixar no varal. Na segunda-feira quero que você mostre à Joana o que é um serviço bem feito.
O aprendiz em ação
Logo pela manhã, além do pão, leite e frutas, a busca de um tira-manchas foi objeto de consulta à vendedora no supermercado. – Senhorita, preciso de um bom tira-manchas, você pode me indicar? – Bem, o melhor que indico é cloro. Respondeu a moça. Contive no pensamento um palavrão e a vontade de xingar, olhei seriamente para ela e completei: - Minha jovem, a roupa a ser lavada é de alto custo, nem pensar nisso. – Desculpe-me! exclamou ela. Acho que temos duas marcas disponíveis, o senhor pode ler no rótulo qual é a melhor. Realmente, estava lá “removedor eficaz para todo tipo de manchas”. Mais uma dezena de instruções para o uso. Café tomado, separei as roupas e fui para a lavadora. Em letras garrafais: ADVANTECH WASH. Uma parafernália de botões, na tampa o passo-a-passo. Para agilizar a tarefa, solicitei breves instruções à patroa. E ela: - Vá lendo ai, veja que é super fácil. Eu é que não vou ficar em casa. Vou para a praia, você bem que poderia comprar outra camisa. – Sem essa, deixa comigo! Espere-me no quiosque. – Tá legal! Mas programe um ciclo curto, o ciclo inteiro é demorado, orientou ela.

Antes de partir para as atividades na máquina, reli o rótulo do tira-manchas, esquentei um pouco d’água, fiz o teste, apliquei o produto e... passados dois minutos: Yes! Bravo! Sumiu. Lá estava a camisa, branca e bela. Como no estado original. Assobiando, voltei às instruções na lavadora. 1) Distribuir a roupa no cesto; 2) Abastecer o multi-dispenser (alvejante – sabão em pó pré-lavar – sabão em pó lavar – amaciante); 3) Programar a máquina: Lavagem (pesada/normal/simples); Nível da água (alto/médio/baixo); Tipo de Roupa (branca/colorida/delicada). Definição das opções para o CICLO: pré-lavar/molho/lavar/enxaguar/centrifugar. 1-2-3 Enxágües. Cumpri os procedimentos, acionei os botões e calculei, enquanto essa geringonça trabalha vou ler Jorge Amado.
Coisas fora do controle e prejuízo em escala
Aliviado e bem mais tranqüilo, lá fui eu para as aventuras e desventuras de Tereza Batista. Páginas se vão e o tempo passa. A montagem imaginária do cenário, texto e contexto a pleno vapor. A tia Filipa já tinha vendido a menina, o facínora do capitão Justiniano e o tal do Daniel Gomes já tinham usado e abusado da mocinha. E o Emiliano Guedes mais o Gereba na fila para tantas outras trepadas. Um pouco distante, o barulho da máquina: tuc,tuc,tuc. Alguns instantes de silêncio e a volta das batidas. Achei que a demora era grande. Parei por momentos a leitura e fui checar a situação. Vi a tecla “Avançar etapas”. Apertei uns botões, dei uma olhada na roupa e retomei o livro. Alguns minutos depois, quando a atenção e o ritmo da leitura fazia com que eu voltasse a entrar no clima da trama, uma certa fumaça começou a se distribuir pelo ambiente, corri para área de serviço, a água jorrava aos montes da máquina. Desligo a danada, as coisas tinham saído fora do controle, antes de centrifugar a pane aconteceu. Recolhi a roupa, estendi no varal, enxuguei o espaço e tentei dimensionar o tamanho da avaria. O clima de leitura se foi, ferrou, fudeu! Tomei um copo de vinho, fechei a casa e fui para a praia. Lá no quiosque, com ares de angústia e raiva narrei o BO para a esposa. Ela riu e comentou: -Segunda-feira, eu aciono o pessoal da assistência técnica, relaxa! Ontem, fiquei sabendo do valor da fatura R$ 247,00. Falta adicionar o consumo de energia e água gastas na tarefa, um plus nas contas ao final do mês. Caramba! PQP!
Possível cenário num futuro próximo
De volta ao Brasil, após temporadas de sucesso na Europa, onde acumulou títulos pelo Chelsea, o técnico Luiz Felipe Scolari é contratado pelo Santos. Para evitar dissabores futuros, o diretor de futebol do SFC, na primeira reunião com o treinador esclarece: - Ô Felipão, você tem carta-branca para mandar e desmandar em todo o elenco. Reconhecemos a sua capacidade e o seu histórico de vencedor, mas aqui no Peixe há um detalhe a ser lembrado. Se algum dia, um dos seus “queridinhos” for se despedir não promova homenagens tolas e anacrônicas e dê a Camisa 10 para ele jogar. OK!
PS: Coluna dedicada à grandiosa santista Maria Aparecida de Carvalho, a Dona Dinha. No tanque e no muque ela lavou muitas camisas, calções e meias de uma patota de alvinegros que comandava um time de futebol de salão na zona noroeste em Sampa, na década de 1980. Com tardar, mas sem falhar, o dono da camisa 3 agradece.

Categoria: “Estórias de Arquibancada e Bar”
Escrito por Luiz Caetano às 17h39
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“Desabafo”! Carta publicada pela Folha de São Paulo do dia 11 de outubro, no Painel do Leitor
“Desabafo”! Carta publicada pela Folha de São Paulo do dia 11 de outubro, no Painel do Leitor
Nos últimos anos, venho sendo constantemente agredido, profissional e moralmente, pelo colunista Juca Kfouri.
A perseguição se escancarou quando da minha transferência do Palmeiras para o Cruzeiro, em 2002. O jornalista tentou imputar-me a pecha de mercenário, afirmou levianamente que meu caráter era duvidoso e aconselhou o Cruzeiro e demais clubes de futebol a prestarem atenção aos meus atos. Disse que comigo não iriam ganhar títulos e acabariam se arrependendo pela minha contratação. Naquela ocasião, promovi-lhe um processo de indenização por dano moral e ganhei. O processo está no TJ.
Para decepção do jornalista, conquistamos tudo em 2003, mesmo lançando à época nove jogadores da divisão de base. Mas Juca segue destilando veneno e maldade. Insinua irregularidades e oníricos atos obscuros em meu comportamento, atua de forma dissimulada, através de frases dúbias. Cria textos vazios de provas.
A sua obsessão em denegrir a minha pessoa não tem limites. Agora procura também denegrir o Instituto Wanderlei Luxemburgo, cujo único objetivo é o de tentar melhorar o nível dos profissionais envolvidos com o futebol.
Minha conduta, como pai de família, como avô, como profissional de futebol e como cidadão brasileiro, tem sido marcada muito mais por acertos do que por erros, graças a Deus e à minha competência.
Sigo o meu caminho. Tenho uma família exemplar, muitos amigos. Mas não posso deixar de repudiar a perseguição obsessiva da qual estou sendo alvo.
A vida em sociedade é semelhante à vida na selva. Entre os animais selvagens, quem vive sem esforço são os abutres. A titânica luta dos outros animais para sobreviverem torna-se seu alvo. A ave de rapina fica à espreita, torcendo pelo fracasso. Alimenta-se dos fracassos... Jamais me alinharei no time dos "abutres". Ficamos assim: que os abutres também sigam em frente, afinal são abutres! Eu continuarei feliz, me esforçando, realizando e conquistando. "
Vanderlei Luxemburgo da Silva
Colaboração Gian
Escrito por Luiz Caetano às 17h30
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Rápidas da Vila
Rápidas da Vila
Giovanni
Em fim de carreira, Giovanni tem propostas do futebol do Chipre e Uzbequistão e ainda decide se continua jogando ou se encerra.
A despedida será na vila
O certo é que, quando pendurar as chuteiras, o meia vai jogar pela última vez na Vila Belmiro. O convite do Santos para que o atleta faça a despedida no estádio foi idéia de um conselheiro do clube, e o presidente Marcelo Teixeira aprovou. Agora só depende do "Messias".
O convite
- O convite foi feito na semana passada. Vamos entrar em contato com o atleta para saber se ele encerrou ou não a carreira. Se for desejo dele se despedir na Vila, não há motivo para não ser assim. Trata-se de um ídolo santista - ressalta Teixeira, em entrevista para "A Tribuna".
- O Santos deixou a Vila à disposição do Giovanni para que faça a sua despedida. Embora não tenha sido uma iniciativa do presidente e sim do conselheiro, que é um torcedor do Santos e fã do Giovanni, é um reconhecimento por tudo o que o jogador realizou no clube. A gente sabe que o camisa 10 ainda teria condições de jogar até nesse time atual do Santos - acrescenta o empresário.
Vaga do artilheiro Kléber Pereira, do Santos é disputada por quatro.
Lima é o mais cotado. Tiago Luís, Reginaldo e Wesley correm por fora.
Os quatros não “valem” um Kleber Pereira!
Mas seja quem for o substituto de Kléber Pereira, artilheiro do Nacional com 20 gols, o Santos terá em campo um atacante quase "zerado" em termos de gols pelo clube.
Lima, “se” for o escolhido
Ele terá chance única contra o Botafogo, no próximo domingo, no Rio. Contratado pelo clube em Abril, Lima teve um bom início -marcou dois gols em quatro jogos pela Libertadores. Depois, lesões e más atuações o afastaram do time. Agora, espera aproveitar a chance de substituir o artilheiro.
"Como tenho a mesma característica dele [Kléber Pereira], de ser um atacante de área, fico na expectativa de ser o escolhido. Tenho que fazer de tudo para isso'', disse Lima, que atuou 16 vezes neste Nacional e não marcou.
Seu contrato com o Santos termina em dezembro e ainda não foi renovado.
Tiago Luis
Além de Lima, as opções de Márcio Fernandes são, em termos de gols pelo Santos, parecidas. Tiago Luis, revelado pelo clube, atuou em 12 partidas no Nacional e fez um gol. Ao todo, o jogador marcou duas vezes pelo time.
Wesley
É dos prata da casa, o que tem o aproveitamento mais pífio. Só fez um gol com a camisa do clube em 43 atuações. Em quatro jogos no Nacional-2008, não marcou.
Reginaldo A última e menos provável opção de substituto para Kléber Pereira é Reginaldo. O atacante, que tem sido pouco aproveitado, atuou uma vez pelo Santos e passou em branco.
Fabio “Muralha” Costa
O Santos faz conta os dias para poder contar novamente com o goleiro Fábio Costa, afastado do time desde julho. No entanto, a tese de que o time da Vila ficou desguarnecido defensivamente desde que Douglas assumiu a meta alvinegra não é procedente.
Na verdade, Fábio Costa travará disputa não necessariamente com Douglas, mas com ele próprio. Enquanto serviu o Santos neste Brasileiro, sua média sempre esteve acima das demais apresentações anteriores.
Na edição da Libertadores deste ano, Fábio Costa teve média de menos de 1 gol por partida (0,8 gol). No Paulistão foi 1,1 gol por jogo.
Liberado para o confronto do próximo sábado contra o Botafogo, no Rio, Fábio Costa considera tardia sua volta. Ele havia pedido para enfrentar o Atlético-PR, semana passada, solicitação rejeitada pela comissão técnica.
Douglas
Camisa 1 do Santos há 15 jogos seguidos, o goleiro Douglas, contestado em várias partidas, teve a mesma média de gols sofridos no Brasileirão em comparação ao intocável Fábio Costa.
Douglas sofreu 23 gols em 16 partidas disputadas no Nacional, média de 1,4 gol sofrido por jogo. Em dez jogos como titular santista no torneio, Fábio Costa tem os mesmos 1,4 gol: foram 14 gols sofridos em 10 jogos.
"O Douglas tem a nossa confiança. Sabemos que ele pode perfeitamente substituir o Fábio quando preciso. Mas é natural que o Fábio, por tudo que ele representa e pela liderança no clube, retornará assim que tiver condições de jogo", diz o técnico Márcio Fernandes.
Das Agencias de Santos
Colaboração Gian
Escrito por Luiz Caetano às 10h24
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“Conhecendo o Perfil do Torcedor Santista”
“Conhecendo o Perfil do Torcedor Santista”

Biografia:
Nome: Renato Ribeiro
Nascimento: 29/07/1981
Cidade: Santos/SP
Estado: SP
Grau de instrução: Superior completo Religião: acredito que Deus é sim o ser todo poderoso do universo, mas não sou praticamente de nenhuma religião.
Cidade aonde reside: divido meus dias entre morar em São Vicente/SP e São Paulo.
Vamos conhecer um pouco mais sobre o que você pensa.
1-Como você definiria a sua “pessoa”?
R= Um ogro com bom coração. Não sou lá um cara muito paciente, mas sou extremamente honesto e verdadeiro. Tento ser divertido, as vezes consigo.
2-Porque você escolheu o Santos FC para torcer?
R= O Santos me escolheu...Na verdade, não tenho um dia específico que lembro de ter me tornado santista. Sou filho de um santista, desde pequeno tive camisas do Santos, desde que me conheço por gente lembro de freqüentar a Vila Belmiro, era algo natural me tornar santista.
3-Escale o Melhor Santos que você viu jogar!
R= Rodolfo Rodrigues, Indio, Ricardo Rocha, Alex e Léo; Carlinhos, Renato e Giovanni; Robinho, Ricardo Oliveira e Muller.
Explicando duas coisas: eu era pequeno, mas tenho muitas lembranças de ver o Rodolfo Rodrigues jogando no Santos, por isso ele é meu goleiro e não o Sérgio.
Carlinhos, apesar de não ser primeiro volante, pode jogar com o Renato, os que não podem jogar juntos são Cerezo e Maezono.
4-Qual o Melhor treinador que o Santos já teve?
R= Empate técnico entre Emerson Leão e Vanderlei Luxemburgo.
5-Qual o "Maior” (melhor) jogador santista que você viu jogar (não vale o Pelé)?
R= Técnicamente, o Giovanni.
6-Qual o melhor Presidente na história do Santos FC?
R= Não vi nenhum que tenha aproveitado o valor que a marca Santos Futebol Clube realmente tem, por isso dessa eu passo, todos os presidentes que eu vi no Santos foram incompetentes.
7- Numa escala de 1 a 5, que nota você atribui ao time atual?
R= Com muito boa vontade, 2,5.
8-Você já fez loucura pelo Santos? Se sim, qual?
R= No dia da conquista do brasileiro de 2002, a primeira coisa que fiz ao chegar em Santos foi dar um mergulho, do jeito que eu estava vestido, naquelas “piscinas” que são formadas pela água que jorra das fontes, na Praça da Independência.
9-Jogo rápido.
Uma frase: “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe"
Uma Música: Carrossel, Banda Black Rio. Um filme: “Curtindo a vida adoidado”, aquele que passou 80 vezes na Sessão da Tarde.
Uma personalidade: Oscar Wilde.
Um lugar: a casa dos meus pais em São Vicente.
Um projeto: Já plantei uma árvore, falta escrever um livro e ter um filho. Honestamente, não sei qual dos dois sai primeiro.
Categoria: Conhecendo o Perfil do Torcedor
Escrito por Luiz Caetano às 01h29
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