As lições do Santos para qualquer empresa virar campeã (ou tri...)
Não importa para qual time você torce: o Santos também deu algumas lições de como uma empresa pode golear a concorrência.
São Paulo – Se você não torce para o Santos, provavelmente não deve estar falando muito de futebol nesta segunda-feira. Mas coloque as paixões de lado e encare os fatos: formar uma equipe vencedora e altamente motivada não é trivial. E você pode aprender algo com a turma de Neymar e Ganso.
Basicamente, a diferença do Santos é saber motivar os atletas. Sem brilho nos olhos, nenhuma equipe mantém o alto desempenho por muito tempo. E isto é uma boa aula de gestão de pessoas para as empresas. Veja, a seguir, algumas lições da equipe da Baixada Santista:
São as pessoas, estúpido!
Monte o melhor centro de treinamento que o dinheiro puder comprar; o melhor departamento médico; o melhor estádio... coloque lá um punhado de pernas-de-pau e passe vergonha.
Cada vez mais, as empresas entendem a importância dos ativos intangíveis, uma expressão com ares metafísicos para uma ideia muito simples: é claro que a infraestrutura material conta para o sucesso do negócio – mas quem faz diferença mesmo são as pessoas. Isso vale para um piloto de Fórmula 1, um time de futebol e um grupo de executivos. Preocupe-se em contar com os melhores – ainda que eles sejam melhores do que você.
Não seja arrogante: estagiários existem
O Santos é conhecido como um dos clubes brasileiros que mais investem em suas categorias de base. Nelas, foram revelados alguns dos grandes talentos do futebol em atividade hoje. Sem dúvida, o melhor exemplo, atualmente, é Neymar – o líder da campanha do terceiro tricampeonato paulista do Santos, conquistado neste domingo.
Em algumas empresas, ainda prevalece a cultura de que os iniciantes servem apenas servir café ou montar powerpoints entediantes para as reuniões do chefe. Deixe de lado a arrogância: estagiários, trainees ou recém-formados podem não ter experiência, mas talvez tenham conhecimentos que vão acrescentar algo à equipe. Aposte nos talentos desde o berço. Invista neles. Dê-lhes espaço.
Compartilhe resultados – mesmo
Coloque uma meta alta, deixe a equipe cumpri-la e, como prêmio... coloque uma meta mais alta ainda, enquanto você embolsa o bônus. Parabéns: você vai perder o apoio bem rápido de seus colaboradores.
Equipes altamente motivadas também são movidas a resultados... resultados efetivamente compartilhados. Um exemplo é o do meio-campista Paulo Henrique Ganso – um dos pilares do Santos, ao lado de Neymar. Insatisfeito com o retorno financeiro que tinha na equipe, deflagrou uma briga com a diretoria santista no ano passado, ameaçou mudar-se para a Europa, vendeu seus direitos à DIS, um grupo de investidores que faz oposição ao atual comando do clube... enfim, armou uma barafunda.
É verdade que há muito da personalidade de Ganso nesses episódios, e há coisas que um profissional não deve fazer. Mas o seu caso mostra como é preciso estar atento a quem dá retorno e recompensá-lo. No caso do Santos, a briga parece ter dado lugar a uma negociação mais equilibrada, e o meia já aceita um plano de carreira semelhante ao traçado para Neymar.
Cuide bem de quem veste a camisa
O esforço da diretoria santista em segurar atletas como Ganso e Neymar é o exemplo mais óbvio de gestão que foca na preservação de seus talentos. O atual contrato de Ganso vence em fevereiro de 2015. O meia já admite renová-lo apenas até 2014, com a contrapartida de um plano de carreira mais rentoso.
Já Neymar ficará no time também até 2014. A meta, claro, é levá-lo para a Europa após o Mundial, quando, se espera, ele seja uma das estrelas da Seleção Brasileira e valorize seu passe. A regra é clara: se você tem uma equipe que veste a camisa e goleia o adversário, faça de tudo para não perdê-la. Não é mimo. É apenas uma questão de Justiça. E, no fim, quem ganha é você – o líder da equipe. Ou você acha que a atual diretoria do clube e o técnico Muricy Ramalho não vão entrar para a história do time, ao apoiar essa equipe?
Saiba lidar com ataques de estrelismo
Ok, nem sempre os talentos são bem comportados. Ataques de estrelismo existem – e você precisa lidar bem com eles. Quem não se lembra da briga de Neymar com o então técnico do time, Dorival Júnior, em 2010? O atacante o xingou durante uma partida com o Atlético de Goiás pelo Campeonato Brasileiro, após Dorival proibi-lo de cobrar um pênalti. O resultado foi a suspensão de Neymar por uma partida. Ok, Dorival, por conta própria, o barrou de mais um jogo – contra o Corinthians -, e foi demitido. De qualquer modo, Neymar diz que amadureceu bastante.
Ganso também teve seus dias de eriçar a plumagem. Ao brigar publicamente com a diretoria por um contrato mais vantajoso, ouviu do presidente do Santos, Luiz Alvaro de Oliveira Ribeiro, de que poderia “morrer abraçado” ao DIS, fundo de investimento que detém agora a maior parte de seus direitos. Ou seja: saber colocar os talentos no devido lugar, às vezes, é necessário.
Seleção pode 'esvaziar' clássico São Paulo x Santos
Seleção pode 'esvaziar' clássico São Paulo x Santos, prejudicar trio carioca e Inter
Do UOL, em São Paulo
Apesar das promessas de mudar o quadro, a CBF segue prejudicando os clubes brasileiros nas convocações da seleção. O chamado do técnico Mano Menezes nesta sexta-feira atrapalhou diretamente seis times para o início do Nacional-12: Santos, São Paulo, Vasco, Fluminense, Botafogo e Inter.
CONFIRA OS JOGOS EM QUE OS CLUBES SERÃO PREJUDICADOS NO BRASILEIRÃO
SANTOS
Sport (Vila Belmiro - 27/05), Fluminense (Vila Belmiro - 06/06) e São Paulo (Morumbi - 10/06)
SÃO PAULO
Bahia (Morumbi - 27/05), Internacional (Beira Rio - 06/06) e Santos (Morumbi - 10/06)
Figueirense (Engenhão - 27/05), Santos (Vila Belmiro - 06/06) e Internacional (Engenhão - 10/06)
INTER
Flamengo (Engenhão - 26/05), São Paulo (Beira Rio - 06/06) e Fluminense (Engenhão - 10/06)
O Brasil encara a Dinamarca no dia 26 de maio, em Hamburgo, na Alemanha; os Estados Unidos, no dia 30 de maio, em Washington; o México, no dia 3 de junho, em Dallas; e a Argentina, no dia 9 de junho, em New Jersey.
De acordo com a programação da seleção brasileira, os clubes ficarão desfalcados em no mínimo duas rodadas do Brasileirão (2ª e 3ª). Mas existe uma chance considerável de o desfalque ser estendido para a quarta, já que o último jogo do Brasil ocorrerá um dia antes. A não ser que alguma diretoria decida fretar um voo dos Estados Unidos, os atletas estarão fora também desta partida.
Neste caso, o clássico entre São Paulo e Santos (dia 10, no Morumbi) ficará ‘esvaziado’ das suas maiores estrelas, pois os são-paulinos não contarão com o meia Lucas e o volante Casemiro, enquanto os santistas terão as ausências do goleiro Rafael, do meia Ganso e do atacante Neymar.
Atual campeão da Libertadores e muito perto de conquistar o tricampeonato do Paulistão, o Santos será o time mais prejudicado pelos amistosos da seleção brasileira, pois perderá três jogadores no Brasileirão. São Paulo e Inter (Oscar e Leandro Damião), com dois, vem logo em seguida, enquanto os cariocas não poderão contar com um atleta cada (Botafogo perde Jefferson, Fluminense fica sem Wellington Nen e Vasco tem o desfalque de Rômulo).
Mas as perdas dos clubes ficarão restritas ao Brasileirão, pois a Copa do Brasil e a Libertadores terão uma pausa na fase semifinal, que acontecerá depois dos amistosos. O único clube que poderia se prejudicar na competição continental seria o Santos, mas o problema foi resolvido porque a CBF acatou o pedido da diretoria e liberou o trio santista a se apresentar um dia depois do combinado (25 de maio) por causa do duelo de volta das quartas de final contra o Velez Sarsfield.
Santistas têm mais 3 mil ingressos à venda na Vila Belmiro, Pacaembu e Ibirapuera, nesta quinta-feira
O segundo dia de venda de ingressos para a grande final do Campeonato Paulista, que acontece no próximo domingo (13), às 16 horas, no estádio do Morumbi, totalizou a venda de 47,6 mil ingressos.
Restam pouco menos de 3 mil ingressos para torcedores do Santos FC, 5 mil cativas do São Paulo à venda para proprietários e pouco mais de 2,5 mil ingressos à venda para torcedores do Guarani.
Por conta da pequena quantidade de ingressos ainda à venda, serão colocados apenas quatro postos de venda nesta quinta-feira (10), que estarão abertos das 10h às 18h: estádio do Pacaembu e Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo; Vila Belmiro, em Santos; e estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas.
Sócios Como as finais são mando da Federação Paulista de Futebol, e não dos clubes, e a renda será dividida entre os dois times, os associados do Santos não terão a possibilidade de comprar ingressos pelo portal www.sociorei.com.br . Em compensação, a diretoria santista, em negociação com o Guarani e a Federação Paulista, conseguiu garantir que os sócios paguem meia-entrada em qualquer um dos setores do Morumbi nas duas partidas.
Para comprar ingressos, os sócios devem se dirigir a um dos postos de venda munidos de suas carteirinhas. Haverá guichê exclusivo de atendimento para associados.
Meia entrada Possuem direito à meia entrada estudantes do ensino fundamental, médio ou superior (público ou particular). Para compra e acesso ao estádio, o estudante deverá apresentar declaração escolar relativa ao ano letivo ou carteirinha escolar com validade e carimbo da escola, ou boleto referente ao mês vigente e RG original ou cópia autenticada (lei Municipal nº 11.355/1993 - Decreto Municipal nº 33.468/1993 - Lei Municipal nº 13.715/2004).
Aposentado do INSS paga meia entrada com a apresentação do holerite ou cartão do benefício e RG original ou cópia autenticada (Lei Estadual nº 10.858/2001).
Cadastro de torcedores Em atendimento à lei 14.590, que prevê identificação dos frequentadores de partidas de futebol, o Santos FC está realizando o cadastro dos torcedores no momento da compra. Sócios do clube não precisam realizar este cadastro.
Boteco da Vila especial A Santos FC Tour, agência oficial de viagens do clube, operada em parceria com a Futebol Tour, promove uma edição especial do “Boteco da Vila” em um camarote exclusivo do Morumbi.
Os pacotes custam R$ 190,00 (sem traslado) e R$ 240,00 (com traslado). Ambos dão direito a assento, alimentação e bebida não-alcoólica. Haverá sorteio de brindes oficiais do Santos e a já tradicional presença de ídolos do Peixe.
A entrada dos torcedores deverá ser feita pelo portão 16 do Morumbi, a partir das 14h. Os santistas que optarem pelo pacote com traslado deverão se encontrar no Restaurante Villa Fiore (Rua Abílio Soares, 1251, Paraíso– São Paulo/SP), às 14h, de onde sairá o transporte que os levará ao estádio.
Os pacotes para o “Boteco da Vila”, edição do Tri, estão sendo vendidos com antecedência pela Santos FC Tour e podem ser adquiridos pelo site www.botecodavila.com.br . Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (13) 4062-9446 e (11) 3813-3231, pelos e-mails santos@futeboltour.com.br e atendimento@futeboltour.com.br .
Postos de venda para santistas
Vila Belmiro – 2 guichês para sócios e 2 para não sócios – Rua Princesa Isabel, s/nº - Vila Belmiro – Santos;
Estádio do Pacaembu – 4 guichês para sócios e 2 para não sócios - Praça Charles Miller, portão 22 Tobogã – Pacaembu – São Paulo;
Ginásio do Ibirapuera – 2 guichês para sócios e 1 para não sócio - Rua Manuel da Nóbrega, 1361 – Ibirapuera – São Paulo
Ingressos para segundo jogo da final do Paulista começam a ser vendidos nesta terça-feira
07/05/2012 21h20 Santosfc.com.br
Os ingressos para o segundo jogo da final do Paulistão começam a ser vendidos nesta terça-feira (08), das 10 às 18 horas. As entradas serão comercializadas no Morumbi, palco da decisão, na Vila Belmiro, e nos outros postos de São Paulo e ABC (Pacaembu, Ginásio do Ibirapuera, Barueri – ginásio de esportes – e São Caetano – Anacleto Campanella). Confira, abaixo, o número de guichês que estarão à disposição para sócios e não sócios em cada respectivo posto de venda.
A segunda partida da final entre Santos FC e Guarani acontece no próximo domingo (13), às 16 horas. Se restarem entradas, as vendas seguem ao longo da semana nos mesmos postos e horários. Para odomingo, restando ingressos, o esquema de vendas será divulgado até a véspera do confronto.
ATENÇÃO: na quarta-feira, o Pacaembu não funcionará como posto de venda, já que receberá partida da Libertadores. Na quinta-feira, o Morumbi também não comercializará ingressos para a final, pois receberá partida da Copa do Brasil.
Sócios omo as finais são mando da Federação Paulista de Futebol, e não dos clubes, e a renda será dividida entre os dois times, os associados do Santos não terão a possibilidade de comprar ingressos pelo portalwww.sociorei.com.br . Em compensação, a diretoria santista, em negociação com o Guarani e a Federação Paulista, conseguiu garantir que os sócios paguem meia-entrada em qualquer um dos setores do Morumbi nas duas partidas.
Para comprar ingressos, os sócios devem se dirigir a um dos postos de venda munidos de suas carteirinhas. Haverá guichê especial de atendimento para associados.
Opções de ingresso Arquibancada Azul - portão 6 – torcida do Santos FC: R$ 60,00 (meia entrada R$ 30,00);
Meia entrada Possuem direito à meia entrada estudantes do ensino fundamental, médio ou superior (público ou particular). Para compra e acesso ao estádio, o estudante deverá apresentar declaração escolar relativa ao ano letivo ou carteirinha escolar com validade e carimbo da escola, ou boleto referente ao mês vigente e RG original ou cópia autenticada (lei Municipal nº 11.355/1993 - Decreto Municipal nº 33.468/1993 - Lei Municipal nº 13.715/2004).
Aposentado do INSS paga meia entrada com a apresentação do holerite ou cartão do benefício e RG original ou cópia autenticada (Lei Estadual nº 10.858/2001).
Cadastro de torcedores Em atendimento à lei 14.590, que prevê identificação dos frequentadores de partidas de futebol, o Santos FC está realizando o cadastro dos torcedores no momento da compra. Sócios do clube não precisam realizar este cadastro.
Postos de venda
Vila Belmiro – 2 guichês para sócios e 2 para não sócios – Rua Princesa Isabel, s/nº - Vila Belmiro – Santos;
Estádio do Morumbi (EXCETO 5ª FEIRA - 10/05) – 6 guichês para sócios e 4 para não sócios - Pça. Roberto Gomes Pedrosa, s/nº - Morumbi – São Paulo;
Estádio do Pacaembu (EXCETO 4ª FEIRA - 09/05) – 4 guichês para sócios e 2 para não sócios - Praça Charles Miller, portão 22 Tobogã – Pacaembu – São Paulo;
Ginásio do Ibirapuera – 2 guichês para sócios e 1 para não sócio - Rua Manuel da Nóbrega, 1361 – Ibirapuera – São Paulo;
Estádio Anacleto Campanella – 1 guichê para sócios e 2 para não sócios - Rua Walter Tomé, 64 – Bairro Olímpico - São Caetano;
Barueri - Ginásio de Esportes – 1 guichê para sócios e 1 para não sócios - José Corrêa - Av. Guilherme P. Guglielmo, 100 – Barueri.
Haverá que argumente que os jogadores, ensandecidos pela conversa de seus empresários, preocupados com a segurança de sua família e deslumbrados com a possibilidade de ter acesso às maravilhas da corte européia, jamais admitiriam continuar no Brasil.
Permito-me duvidar dessa visão fatalista.
Ouso dizer que os argumentos para a saída precoce poderiam ser contraditados com fatos e números.
Vamos a eles:
# segurança: alguns dos homens mais ricos do mundo como os Safra, a família do Sebastião Camargo, os Ermírio de Moraes, o Aloísio Faria, os Gerdau Johanpeter, com toda a grana que tem, não abdicaram do direito de morar no Brasil. Claro que tomaram medidas para se protegerem de riscos de segurança. E provaram que é possível (ainda que caro), conviver-se com a violência, que de resto não é exclusivamente brasileira, bastando lembrar de atentados como os das Torres Gemeas, do metrô de Madrid e de Londres, dos “banlieu” de Paris, que acontecem sem chances de prevenção eficaz, como os carros blindados e os seguranças profissionais que garantem aos milionários brasileiros.
Por ironia, no caso dos irmãos Safra, o único que foi vítima de violência e acabou assassinado, foi exatamente o que não morava no Brasil.
Não me consta que, mesmo o Abílio Diniz, vítima de um seqüestro rocambolesco, tivesse se mudado do país para se sentir mais protegido...
Logo, o tema segurança poderia ser contraposto com argumentos lógicos e com recursos adequados de proteção.
# Quanto ao canto da sereia dos empresários, bastaria cobrir as ofertas do exterior e argumentar que uma fruta colhida antes do tempo não gera tantos resultados com as comercializadas na época certa.
Mais algum tempo no Brasil, gozando da fama e do prestígio que um gerenciamento eficiente de suas carreiras garantiria, tornaria os dois atletas muito mais valorizados.
Sem contar que os riscos dos bancos de reserva, que ambos amargaram no Porto e no Real Madrid, com impactos evidentes na auto-estima e na manutenção de suas imagens, não ocorreriam no Brasil, onde seriam os reis do espetáculo por muito tempo.
# Viver as delícias da corte européia, namorar as mulheres mais faiscantes, freqüentar as boites da moda e tudo o mais, não seria impossível se permanecessem no Brasil.
Haveria tempo para tudo, como a história romanceada do Pelé demonstra, mesmo não tendo ido jovem, para a Europa.
Além do mais, em termos de companhia feminina, nós brasileiros somos privilegiados.
Nada há que se compare à mulher brasileira. Tanto é verdade que Ronaldo Fenômeno, apesar do assédio de francesas perfumadas, loiras escandinavas, ardentes espanholas e italianas fogosas, acabou casando duas vezes com brasileiras, como a Ciccarelli e a Milene Domingues, que, aliás, lhe deu o único filho (conhecido...).
Logo, ao eventual fascínio que a esfuziante Europa poderia influenciar na cabeça imatura dos dois meninos, argumentar-se –ia com a dificuldade da língua, o inverno rigoroso, o patrulhamento dos “paparazzi”, a ausência da caipirinha e da feijoada, dos amigos do peito e da camisa mágica do Santos, transcendente e imaculada.
Como se pode concluir, faltou-nos quem ousasse enfrentar a tentação do caminho mais fácil.
Acredito, ainda que possa ser taxado de um Quixote extemporâneo, que haverá um tempo em que as pessoas deixarão o comodismo fatalista das teses pré-concebidas e ousarão enfrentar essa cambada que tomou conta de nosso sonhos e quer nos condenar a personagens passivos da tragédia brasileira.
Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro em 13 de abril de 2007.
Sei que é uma tarefa árdua e demorada. Acontece que a caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo, como diz a sabedoria chinesa.
Vislumbrar soluções que poderiam ter ocorrido se os agentes fossem outros, não pode ser apenas exercício de retórica, mas sim de reflexão para que uma nova postura se viabilize.
Este é o objetivo desta série de artigos.
Os pressupostos de minha tese foram colocados nos dois primeiros textos.
Agora vamos aos fatos:
# após a conquista do título brasileiro de 2002, com o desempenho da dupla Robinho e Diego (em especial as pedaladas da final), mexeu com a opinião pública de forma evidente;
# a mídia, sensível a isso, expôs a dupla de forma massiva. Os dois alegres heróis, participaram de todos os programas líderes de audiência no Brasil, como o Fantástico, Domingão do Faustão, Hebe Camargo, Gugu Liberato, Luciana Gimenez, Jô Soares, Raul Gil além de todos os noticiários como o Jornal Nacional e ,naturalmente, a totalidade dos programas esportivos da TV, num fenômeno de exposição raro no país;
# jornais, revistas, blogs publicaram entrevistas com os dois meninos, que se transformaram em “cases” de audiência;
# ambos possuíam um carisma tão especial, que a simpatia por eles não era privativa da torcida do Santos, senão de todos os aficionados do futebol no Brasil inteiro;
# mesmo pessoas que não se interessavam pelo esporte, simpatizavam com a dupla em função da irreverência moleca dos dois;
# a imprensa do todo o mundo ampliou a ressonância da novidade brasileira, repercutindo, à exaustão, as jogadas mágicas dos jovens atacantes;
# os sorrisos simpáticos dos dois adolescentes caíram nas graças da população que os admirava com orgulho;
# desenhava-se uma repetição do fenômeno Pelé- Coutinho, só que agora com uma amplitude de comunicação muito maior, em função da disseminação das informações em tempo real;
Muito bem: com todo esse fantástico patrimônio representado pela empatia quase unânime da opinião pública e exposição exponencial na mídia e, não obstante o Santos dispor de mecanismos contratuais de exploração da imagem dos jogadores, o clube nada ganhou com isso.
Uma mentalidade primitiva dos dirigentes só fazia estimular a idéia da venda dos meninos, exatamente como na emblemática fábula da galinha dos ovos de ouro.
Não se lhes ocorreu repetir a sábia atitude da dupla Athié/Modesto Roma que, ao invés de vender jogadores, exportava os shows e fazia caixa para manter o elenco, inclusive e especialmente o maior jogador da história.
De lá para cá é certo de que se mudou o calendário do futebol, não restando mais espaço para as intermináveis excursões que participávamos.
Ocorre, porém, que o processo de comunicação tornou o mundo muito menor e possibilitou o acesso de milhões de pessoas aos shows virtuais e remotos.
Assiste-se nos confins da Chechênia ou da Nova Caledônia, aos shows do U2, aos concertos da Filarmônica de Munich, aos jogos do Milan e do Real Madrid, sem que esses artistas que estrelam os espetáculos, precisem sair de seus locais de trabalho.
A TV Globo, percebendo o potencial de grana envolvido nessa teia mundial de comunicação, passou a exportar novelas, tornando a Lucélia Santos e a Regina Duarte, verdadeiras “pop stars”, recebidas solenemente pelo Fidel Castro e pelo primeiro ministro de Portugal.
Quando estive em Bratislava e declinei minha condição do brasileiro, perguntavam-me sobre Pelé, Escrava Isaura e Gabriela, como exemplos do que conheciam sobre nosso país.
Parece-me óbvio que a Globo e a Record (que hoje está presente em mais de 90 países), teriam interesse em se associar a um sério programa de disseminação das façanhas mágicas da dupla Diego e Robinho, pelo mundo a fora, como negócio rentável e gerador de resultados econômicos palpáveis.
Em termos nacionais, a paixão pelo futebol e pelo espetáculo, garantiria uma audiência tão expressiva, que tornaria a exposição do Santos e dos jogadores, um veículo de marketing precioso, alavancador de grana suficiente para pagar aos craques, as cifras aparentemente estratosféricas do exterior e ainda ganhar muito dinheiro.
Claro que para que isso acontecesse seria necessário se conhecer um pouco (não muito...), do que é o negócio do entretenimento e o poder dos meios de comunicação de massa para vender produtos e serviços.
Seria indispensável também que o interlocutor com a Globo e os parceiros/patrocinadores, tivesse uma compostura adequada ao tamanho do negócio que se estava cogitando e soubesse dialogar com um mínimo de credibilidade.
Infelizmente, nada a ver com o perfil do pessoal que se apossou do clube e não aceita (nem conhece), que haja outra realidade além dos limites da baixada santista.
Texto escrito por Luis Alvaro, publicado no Alçapão Virtual, no ano de 2007
1ª Parte
Diego e Robinho
A atividade econômica do entretenimento é uma das que mais cresce no mundo. A disponibilidade do tempo para o lazer e a vertiginosa escalada dos meios de comunicação, fazem do “show business” um fantástico negócio globalizado. Com a diversão e o espetáculo, seja a troupe do Cirque de Soleil, sejam os graves dos 3 tenores, o casamento do Ronaldo Fenômeno , os Jogos Olímpicos, a final da Copa do Mundo ou as guitarras dos Roling Stones, centenas de milhões de dólares são gerados todos os meses por estas atividades em que , mais do que máquinas ou sistemas de produção, valem o talento de pessoas e a sua capacidade de gerar exposição na mídia.
Vejam o episódio recentíssimo do Big Brother brasileiro, em que um anônimo absoluto como o tal do Alemão e sua namoradinha Siri, arrebatam os corações dos brasileiros, ocupam uma fantástica fatia de espaço nos meios de comunicação e propiciam contratos generosos de publicidade, atos presenciais, testemunhos e ancoragem de programas de televisão.
Não é preciso ser um especialista em negócios para se ter uma idéia da geração de resultados econômicos trazidos por um banal fenômeno de comunicação com o público.
Não é necessário grande esforço para se imaginar que investidores americanos da Califórnia estão contratando o Beckham, menos pelo seu futebol e muito mais pela capacidade de gerar fatos que resultam em grana e remuneram muito bem o investimento aparentemente insensato num jogador no ocaso de sua carreira.
Ainda na área do futebol: como os portugueses do Benfica ou do Porto mantém elencos milionários, num país sem população expressiva e com uma economia muitíssimo menor do que a nossa?
A resposta é óbvia mais uma vez; trata-se de uma notável exposição nos meios de comunicação gerado pelo televisionamento dos jogos dos campeonatos europeus, que atraem espectadores/consumidores de todo o mundo.
Voltemos, então ao Brasil.
Somos um mercado consumidor expressivo, não obstante a disparidade de renda e a exclusão de parte significativa da população para compra de bens mais sofisticados.
Não obstante, temos no país montadoras de automóveis de todas as origens, filiais de grandes marcas de moda requintada, todos os grandes conglomerados de produção de alimentos, bancos de primeiríssima linha e , principalmente, um povo absolutamente focado na paixão futebolística.
Em termos de capacitação profissional e capacidade empresarial, hoje somos sócios da segunda maior indústria de cervejas do mundo( a Imbev/Ambev); da segunda maior empresa de mineração do planeta (Vale do Rio Doce); de uma das maiores empresas de petróleo, presente desde o Golfo Pérsico até o Mar do Norte e o altiplano boliviano; uma indústria siderúrgica que se expande para o exterior (Gerdau e CSN); um mercado de telefones celulares que atrai operadoras de todos os quadrantes; uma produção de grãos que assombra o mundo e gera recursos que inundam o país e contribuem para a apreciação do câmbio; uma emissora de TV que exporta para todos os quadrantes suas novelas exemplares, enfim, um continente/país de dimensões assustadoras, em todos os sentidos.
Na área de nosso interesse, porém, somos apenas produtores de matéria prima, sem valores agregados compatíveis com a qualidade dos craques que produzimos. Se na rua Oscar Freire em São Paulo nos sentimos no primeiro mundo com as lojas de Louis Vuiton, Dior, Montblanc, Bang & Olufsen, Diesel e outras frescuras, na exportação de talentos do futebol nos parecemos com a África sub-equatorial.
Os nossos patrícios Ronaldos, Robinhos, Diegos e Kakas vão gerar lucros fantásticos na Europa, tanto quanto os Drogbas, Eto’s, Kalous, Thurrans de origem africana.
Por que aqui, como lá, temos dirigentes que não são capazes de enxergar nada além de seus horizontes provincianos, ou de clara sacanagem para engordar seus patrimônios pessoais “vis a vis” com a quebra sistêmica de seus clubes.
Por igual, em termos de capacitação profissional, temos a fina flor da mediocridade;,um pessoal incapaz de entender um fluxo de caixa e sem a mais remota chance de conversar com a direção da Globo em nível diferente da mais abjeta subserviência.
Estou convencido , por todas essas razões, que a atividade do futebol não se limita ao gramado onde as partidas se passam ou mesmo ao estádio , onde a torcida vaia e aplaude.
Mais do que nunca é um negócio que se rege pelas leis do mercado, ainda que parte de sua essência decorra da paixão, aparentemente insensata, de seus fanáticos apreciadores.
Simbolicamente, as partidas substituem as guerras formais, dão vazão à agressividade latente do ser humano, despertam instintos primais; com esses atributos, o futebol, claramente, não é um “business” convencional.
Ainda assim os grandes clubes ingleses (em especial) e europeus (em geral), tem ações negociadas nas bolsas, recebem investimentos pesados de empresários (no sentido mais amplo) e buscam princípios de governança corporativa (transparência, gestão profissional, comunicação eficiente com os acionistas, impessoalidade na administração, etc.) para dar credibilidade ao setor.
Como se pode deduzir, há uma enorme distância entre a “práxis” européia e a brasileira, na condução da atividade futebolística.
Analogicamente seria a mesma diferença entre o engenho de açúcar primitivo, paternalista, comandado por caciques de uma mesma família e perverso nas relações de trabalho e a usina de alcool moderna, eficiente, competitiva internacionalmente, submetida às regras do comércio e da produção transnacional.
E da mesma maneira em que o ciclo medieval do engenho se esgotou diante do mundo globalizado e da disseminação das informações, chegará o tempo em que o futebol no Brasil será visto com outros olhos e gerido de forma mais eficaz.
Deixaremos de exportar matéria prima (craques) para vendermos o espetáculo (as partidas com as estrelas mantidas).
Alguém haveria de argumentar: trata-se de um sonho de uma noite de verão.
Pondero, no entanto, que o nosso Santos dos anos dourados, se ainda não era administrado modernamente, era exemplar nos objetivos de manutenção do elenco e da venda do espetáculo mundo à fora.
Dizer que os tempos eram outros, também não se justifica. Salvo uma ou outra exceção, as fronteiras nacionais eram as mesmas, o tamanho relativo da nossa economia ingressando na fase industrial era mais desfavorável do que hoje, o PIB e o contingente populacional muito mais modestos e o apetite dos grandes clubes europeus pelos nosso jogadores quase o mesmo (vide Didi, Julinho Botelho, Mazzola, Amarildo, Vavá, Evaristo de Macedo e tantos outros que foram ganhar dinheiro no velho mundo).
O Santos, no entanto manteve Pelé, Pepe, Zito, Coutinho, Mauro, Mengalvio, Dorval, Gilmar, Carlos Alberto, garantindo uma perenidade à sua marca sem ceder à tentação de fazer dinheiro vendendo o elenco.
Uma visão fatalista que nos condene a esse cenário atual e perverso precisa ser contraposta, não a uma utopia inconseqüente, mas a um plano sustentável de ações que passam , necessariamente, pela conscientização da opinião pública.
Pensando cá com os meus botões, tento entender o que o Murici pretende com essa troca anunciada do Ibson por dois atletas do Flamengo, e mais um valor que deverá ser pago pelo time carioca referente à última parcela da compra do meio campista ao time russo.
O Galhardo promissor lateral direito de 22 anos, que faz parte da primeira lista do Mano dos 52 jogadores relacionados para a disputa das Olimpíadas em Londres, e o Davi Braz zagueiro de 24 anos, hoje contestado, mas, que já teve seus momentos de ídolo no Flamengo, ajudando nas recentes conquistas dos campeonatos carioca e brasileiro. Ambos fizeram parte de seleções brasileiras de base.
O que se ouve por aí é que o Ibson pediu para sair, notadamente após a chegada do Bernardo. Particularmente acho que o Bernardo deve cavar um lugar nesse time, e ainda contamos com Elano, Felipe Anderson e o Pedro Castro além do próprio Ganso, todos meio campistas.
Só há uma explicação, o Muricy quer compor o elenco para disputa do campeonato brasileiro. Se vierem o Galhardo, David Braz, e Neto do Guarani, a defesa vai ganhar altura e baixar a idade, David Braz tem 1,87m e 24 anos e o Neto 1,94m e 27 anos, e passariam ser ótimas opções à dupla de zaga formada por Edu Dracena e Durval. Na lateral direita contamos apenas com Fucile, que pode passar por uma cirurgia, e o Maranhão que ainda não conquistou totalmente a confiança da torcida.
Acho que ainda precisamos de dois jogadores para o ataque, contando que a gente consiga segurar o Alan Kardec, valorizado, o Benfica pode querer seu retorno. Não é possível contar com o Borges o ano inteiro, ele já está com mais de 30 anos, e atacante nessa idade está sempre lesionado, e não vejo nenhum dos atuais reservas conquistando esse espaço.
O Hernane do Mogi Mirim, centroavante que disputa a artilharia do campeonato paulista com Neymar, tem 25 anos, e ontem, 30-04, teve seu vinculo contratual encerrado com o time do interior.
Robinho não conta com mais com a simpatia do treinador do Milan. Será que teremos uma boa surpresa no final do mês de maio?
Ernesto Franze.
1ª Final - Campeonato Paulista 2012
GUARANI FC X SANTOS F.C. 06/05/2012 – 16:00hs.
Estádio Cícero Pompeu de Toledo
PORTÃO 03 : Setor Térreo VISA (Vermelha) R$ 70,00 - ½ entrada R$ 35,00
PORTÃO 04 : Morumbi Premium Clube R$ 120,00 - ½ entrada R$ 60,00.
PORTÃO 05 : Cativa Azul - Proprietário R$ 60,00 - Disposição de Venda apenas no Estádio Morumbi.
: Cadeira Especial Azul R$ 120,00 ½ entrada R$ 60,00
: Laranja Premium R$ 120,00 ½ entrada R$ 60,00
: Cadeira Laranja R$ 70,00 ½ entrada R$ 35,00
: Setor Visa Infinite - R$ 170,00 ½ entrada R$ 85,00
PORTÃO 18 : Setor Térreo VISA (Vermelha) R$ 70,00 - ½ entrada R$ 35,00
Pontos de Vendas
Funcionamento das 10:00hs às 18:00hs.
Estádio do Morumbi
Pça. Roberto Gomes Pedrosa, s/nº - Morumbi.
Estádio do Pacaembu
Praça Charles Miller, portão 22 Tobogã – Pacaembu.
Ginásio do Ibirapuera
Rua Abílio Soares, 1370 – São Paulo.
Estádio Brinco de Ouro da Princesa
Av. Imperatriz D. Tereza Cristina, 11 – Campinas
Estádio Urbano Caldeira
Rua Princesa Isabel, 77 - Santos
Estádio Anacleto Campanella
Rua Walter Tomé, 64 – Bairro Olímpco- São Caetano
Sócios
Como as finais são mando da Federação Paulista de Futebol, e não dos clubes, e a renda será dividida entre os dois times, os associados do Santos não terão a possibilidade de comprar ingressos pelo portal www.sociorei.com.br . Em compensação, a diretoria santista, em negociação com o Guarani e a Federação Paulista, conseguiu garantir que os sócios paguem meia-entrada nas duas partidas.
Para comprar ingressos, os sócios devem se dirigir a um dos postos de venda munidos de suas carteirinhas. Haverá guichê especial de atendimento para associados.
Donos de cadeira
Por conta do mando das partidas ser da FPF, donos de cadeira na Vila Belmiro também devem comprar ingressos da mesma forma que os sócios que não possuem cadeira.
Desempenho financeiro de Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo, de acordo com seus balanços.
Desempenho financeiro de Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo, de acordo com seus balanços.
Receitas com direitos de transmissão 1º Corinthians – R$ 112, 4 milhões 2º São Paulo – R$ 67,1 milhões 3º Santos – R$ 59,4 milhões 4º Palmeiras – R$ 46,7 milhões
Patrocínios e publicidade 1º Palmeiras – R$ 44,6 milhões 2º Corinthians – R$ 44,3 milhões 3º São Paulo – R$ 30,6 milhões 4º Santos – R$ 28,9 milhões
Bilheteria 1º Santos – R$ 28,5 milhões (inclui cotas por participação em campeonatos) 2º Corinthians – R$ 27,1 milhões 3º São Paulo – 18,1 milhões 4º Palmeiras – R$ 12 milhões
Receita do futebol 1º Corinthians – R$ 258,4 milhões 2º São Paulo – R$ 159,2 milhões 3º Santos – R$ 155,1 milhões 4º Palmeiras – R$ 121,1 milhões
Despesas do futebol 1º Palmeiras – R$ 114 milhões 2º Santos – R$ 124,3 milhões 3º São Paulo – R$ 145,8 milhões 4º Corinthians – R$ 197,3 milhões
Resultado em 2011 1º Santos – Superávit de R$ 7,3 milhões 2º Corinthians – Superávit de R$ 5,3 milhões 3º São Paulo – Superávit de R$ 220 mil 4º Palmeiras – Déficit de R$ 22,7 milhões
Santos: grande receita e grandes despesas Essa é, pode-se dizer, a síntese do balanço do Santos, o primeiro entre os grandes clubes brasileiros a publicar seu balanço de 2011, no que podemos chamar de safra oficial, ou seja, o balanço completo e definitivo, com as notas explicativas. A receita total do clube cresceu espetacularmente, nada menos que 62,3% em relação a 2010. Se fizermos a comparação com 2007 o percentual é ainda mais expressivo: 356%.
É nítido o impacto do que já podemos chamar “era Neymar”. Já em 2011, ao comentar o balanço de 2010 referi-me a ele como “Balanço movido a craques”, com um crescimento fantástico em termos percentuais sobre o ano anterior: 65%. Portanto, a receita do clube cresce mais de 60% pelo segundo ano consecutivo, um feito significativo. Mais à frente veremos item por item como foi composta essa receita, com e sem as receitas de transferências de atletas. Por enquanto, apenas o detalhamento: Percebe-se facilmente o peso dos direitos de TV, alavancado pelas luvas e antecipação do novo contrato de cessão de direitos, válido a partir desse ano. As despesas, sobretudo com pessoal, cresceram muito. Considerando somente a folha com os encargos e mais os direitos de imagem (principalmente, e que são parte da remuneração dos atletas) e arena, o total em 2011 foi de 78,3 milhões de reais. Esse valor sozinho corresponde a mais de 40% da receita total do clube ou a 66% das receitas operacionais do futebol, um índice bastante elevado. Esse nível de despesas (e há outras, naturalmente) levou o clube a tomar mais empréstimos e fazer adiantamentos de receitas, como 16,1 milhões referentes a direitos de transmissão a receber do Campeonato Paulista. Um ponto positivo nesse balanço foi o alongamento do perfil de boa parte da dívida, contraída com membros e empresa da família do ex-presidente Marcelo Teixeira. Ao mesmo tempo, as despesas financeiras (pagamento de juros) caíram de 18 para 13 milhões de reais. O quadro geral, todavia, ainda é preocupante e vai exigir muito trabalho, como destacado no final pela Ernst & Young Terco, responsável pela auditoria desse balanço: “O clube apresenta capital circulante negativo e passivo a descoberto. Assim, a continuidade de suas atividades está diretamente relacionada aos planos e esforços da administração com o objetivo de assegurar sua recuperação financeira…” Ter o capital circulante negativo significa, trocando em miúdos, que todo o dinheiro do clube, bem como seu “estoque”, não seriam suficientes para pagar todas as contas de um ano, inclusive, é claro, a folha salarial.
Internacional: crescimento no marketing é a novidade Em 2011 esse OCE destacou a importância e a receita dos sócios no balanço colorado durante o ano de 2010: Balanço movido a sócio. Em 2011 os sócios continuaram a dar a tônica do balanço, mas já tiveram o precioso auxílio do crescimento das receitas de marketing, que cresceram 107,6% (pelo menos de acordo com as contas detectadas por esse OCE), chegando a 40,9 milhões de reais (patrocínio, publicidade e licenciamento da marca). Também com o auxílio do crescimento das verbas de TV, por conta do novo contrato de cessão de direitos do Brasileiro, basicamente, a receita evoluiu 12,7%, que é um bom índice em condições normais de mercado e operação. Como a receita com transferência de atletas caiu 25%, o resultado final ficou aquém do que seria desejável.
A folha de pagamentos e encargos, mais os direitos de imagem, atingiram o total de 96,5 milhões de reais, valor que representa, assim como no caso do Santos, por coincidência 66,2% do total das receitas operacionais. Com esse nível de despesas o clube vê-se obrigado a trabalhar com adiantamentos de receitas. Em 2011 essa prática somou um total de 61,8 milhões de reais, com adiantamentos de receitas futuras de direitos de transmissão, patrocínios e suítes e camarotes.
Tanto o Internacional como o Santos – e praticamente todos os demais grandes clubes brasileiros, como veremos nos próximos dias, estão como um ciclista: precisam pedalar para manter-se em movimento e não cair. No caso dos clubes, o “manter-se em movimento” significa, idealmente, conquistar títulos que alavanquem as receitas. Não é a situação ideal para se administrar.
O técnico Muricy Ramalho tem problemas para as oitavas de final da Libertadores e as semifinais do Paulista, ambas disputadas nesta semana.
Ontem, ele escalou um time diferente do habitual por causa de contusões.
A maior preocupação é o volante Henrique, que tem suspeita de uma lesão séria no joelho. Ele não entrou em campo ontem.
E virou dúvida para o duelo contra o Bolívar, na quarta-feira, em La Paz. Muricy disse que o volante viajará, mas tem poucas chances de jogar.
Como ele vinha atuando improvisado na lateral direita, já que Fucile, o titular, também está lesionado, o Santos deve inscrever Maranhão na Libertadores para preencher a lacuna no setor.
Para a semifinal do Estadual, ante o São Paulo, a outra lateral também estará esvaziada. Juan, que jogou bem ontem, levou o terceiro cartão amarelo.
Nas próximas partidas, o atacante Borges deve voltar ao time. Ele foi poupado ontem e deu lugar a Alan Kardec, que teve atuação apenas regular. Outro que deve voltar é Elano, que deu lugar a Ibson.
Muricy explicou que as trocas fazem parte de um esquema de revezamento para tentar prevenir contusões musculares.
O time viaja amanhã para a Bolívia. "Os jogadores sabem que vão sofrer porque a viagem é dura, e tem a altitude, que machuca", declarou Muricy.
LIBERTADORES Equipe enfrenta o Strongest para eliminar altitude
DE SÃO PAULO
Deu na Folha, o Santos entra em campo hoje na Vila Belmiro por uma posição melhor na Libertadores e por um pouco de fôlego.
Uma vitória lhe garante o primeiro lugar do grupo e, consequentemente, o direito de decidir em casa as oitavas de final. Além disso, consagraria uma das melhores campanhas da primeira fase.
O adversário será o boliviano Strongest, que ainda disputa uma vaga no Grupo 1 -precisa vencer e torcer por um tropeço do Internacional contra o Juan Aurich, que se enfrentam no mesmo horário.
Além de confirmar sua boa campanha, também é missão santista impedir o avanço às oitavas de mais um time que joga na temida altitude.
Pois Deportivo Quito, do Equador, Cruz Azul, do México, e Bolívar, da Bolívia, estão classificados para as oitavas de final. Têm em comum a altitude em suas sedes.
Em La Paz, casa tanto do Bolívar quanto do Strongest, são 3.600 m de altitude; na equatoriana Quito, 2.850 m. E a Cidade do México fica 2.235 m acima do mar.
"O Santos vai estar bem melhor porque não tem o problema da altitude, que é complicadíssimo", disse o técnico Muricy Ramalho, ao comparar o duelo de hoje com a partida em Laz Paz, onde o Santos acabou derrotado.
Em casa, o Strongest está invicto: venceu Santos e Juan Aurich e empatou com o Inter. O Bolívar, no Grupo 3, também se garantiu em casa: venceu dois jogos em La Paz -havia 12 anos que um time boliviano não avançava à segunda fase do torneio.
O Deportivo Quito, por sua vez, é o melhor mandante da Libertadores: em três jogos, três vitórias, dez gols marcados e nenhum sofrido.
Para Muricy, é impossível escolher adversários na segunda fase. "Teríamos que fazer muitas contas. Libertadores é complicada. Pensamos em tentar ganhar para ter a vantagem [de disputar] o segundo jogo em casa."
Mas o santista seguiu o mesmo discurso do colega corintiano Tite, ao admitir que prefere não encarar brasileiros no mata-mata do torneio.
"É difícil, os times brasileiros são muito fortes", declarou o treinador da Vila.